plantação de kombi | brasília

♫ Paul McCartney & Wings | Band on the run

E no meio do caminho havia uma plantação de Kombi, ao lado do campus Plano Piloto da UnB. Várias carcaças de lataria velha foram estilizadas e organizadas para interagir com a vegetação e chamar a atenção de quem passa por lá. Sempre quis ter uma Kombi, daquelas hippies, com flores e arco-íris. Quando passei por essa plantação, não pude não parar. Como é bom ser surpreendida pela cidade dessa forma. Melhor ainda é estar aberta a essas surpresas e usufruir desses momentos quando eles aparecem na nossa frente.

Frutricando no Google para saber mais a respeito das Kombis, descobri que a intervenção foi criada pelo grupo Corpos Informáticos do Instituto de Artes da UnB para estimular a reflexão e ocupa seu lugar na L4 Norte desde 2011. Em 2012, o Departamento de Estradas e Rodovias do DF determinou a retirada dos objetos por estar muito próximos à via. Dois anos depois, as Kombis continuam lá. Ainda bem.

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londres para lilian e caroll | parte 3

♫ Icona Pop | I love it

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Leia parte 1 | Leia parte 2

Deixei a parte mais divertida de Londres para o final: os melhores pubs, restaurantes e casas noturnas na minha opinião. E como viagem aumenta nosso espírito consumista, também vou indicar algumas lojinhas que valem uma visita. Vou precisar de terapia depois dessa maratona inglesa: meu coração ficou machucado de tanta saudade.

Pubs!
Localizado bem no centrão da cidade, entre a Piccadilly Circus (a Times Square londrina) e Leicester Square (região dos teatros de musicais), o Waxy O’Connor’s (14-16 Rupert Street) é legal por várias razões: ele foi construído no subsolo de uma antiga igreja, então preserva alguns itens de decoração religiosa, como um confessionário logo na entrada; ele é imenso, mas a arquitetura rústica, o revestimento de madeira e os diversos ambientes (mais parece um labirinto!) fazem ele ficar super aconchegante; esse pub é o point quando o assunto é happy hour para os ingleses. A partir das 17 horas as pessoas começam a chegar e, se você demorar muito, fica sem mesa. Vá um pouco antes para reservar o seu lugar, mas não muito antes para poder pegar a movimentação que é bem típica dos nativos (e em Londres, nada é mais difícil do que encontrar um inglês de verdade! Mais um motivo para ir a esse pub).

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A rede de pubs Nicholson’s criou para os clientes uma brincadeira que eles chamam de Ale Trail (algo como “trilha da cerveja”). Como são muitos pubs da rede espalhados pela cidade, cada um com um nome e decoração próprios, a empresa separou todos eles em regiões distintas e traçou um caminho a ser percorrido para visitar cada um deles. Independente de qual você vá, sempre haverá um folder no balcão com o mapa das trilhas. Em Londres são seis diferentes, mas minhas preferidas são Soho and Oxford St. e Historic Blackfriars: a primeira por ser em uma região boêmia, a segunda por ser no centro antigo da cidade (dá para casar essa trilha com o passeio aos arredores da St. Paul, que indiquei na parte 1). Para começar, sugiro o Dog and Duck (18 Bateman Street) da trilha do Soho: é bem tradicional, existe desde 1734 e teve entre seus clientes fiéis George Orwell.

Para os lados de Notting Hill, há o Churchill Arms (119 Kensington Church Street), um pub bem peculiar, cheio de bugigangas penduradas nas paredes e tetos, com um restaurante tailandês sensacional nos fundos. Dizem que foi lá que Winston Churchill escreveu os discursos dele durante a Segunda Guerra.

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Apesar de já ter uma Brew Dog em São Paulo, acho válido visitar o pub de Camden Town (113 Bayham Street), até porque o preço, mesmo em libras, nem se compara com a versão brasileira. E já que você vai estar no norte da cidade, recomendo andar mais um pouquinho para sacar o meu pub preferido de todos: Southampton Arms (139 Highgate Road). Localizado em uma região menos turística, apesar de colada em Camden, o pub só vende cervejas artesanais e independentes, produzidas em Londres, e há um rodízio de rótulos, assim você sempre experimenta coisa nova. Por ser frequentado mais pelos moradores da região, o clima é bem intimista: só toca vinil; tem um piano no canto que qualquer um pode se arriscar (inclusive, há uma Piano Night, se eu não me engando, às quintas-feiras); Fred, o cachorro dos donos, passeia livre e solto pelo lugar, assim como os gatos que não se importam com o movimento. A decoração é simples, mas o clima é o melhor de todos.

Restaurantes
Como eu já disse na parte 1, os ingleses não comem bem, mas isso não impede que a cidade tenha mil e uma opções de restaurantes, de mil e duas nacionalidades diferentes. Dá para encontrar de tudo: comida vietnamita, coreana, etiópia, marroquina, indiana, árabe, grega… Os preços também variam muito e é possível encontrar opções acessíveis ao bom senso da classe média. O Get the Focaccia (7 Crown Passage) é um ótimo exemplo. Localizado próximo a Trafalgar Square, em um bequinho escondido e super charmoso, o restaurante italiano é uma espécie de fast food artesanal italiano. Isso é possível? Sim! Todos os dias eles fazem um sabor de risotto, uma massa, uma salada e várias focaccias. Assim há as opções do dia para o cliente escolher, cada uma mais deliciosa que a outra.

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O Bill Wyman’s Sticky Fingers (1ª Phillimore Gardens) é um pouco mais caro, mas mesmo assim vale a pena, já que o dono era baixista dos Rolling Stones. A decoração é sensacional, cheia de pôsteres de turnês antigas da banda, discos de ouro, instrumentos… E a música ambiente, então, não precisa nem falar. O carro chefe do restaurante é o hamburguer. Se jogue sem culpa!

Para experimentar a “picância” da culinária asiática, a rede Wagamama é uma ótima opção. Com o cardápio cheio de currys e noodles, é difícil decidir o que pedir e tudo é delicioso. Não vou colocar nenhum endereço específico porque há várias unidades espalhadas pela cidade e com certeza uma vai pintar no caminho. Outra opção oriental é o Pinapple (51 Leverton Street), que também é um pub e fica na mesma região residencial do Southampton Arms. E falando em restaurante-bar, o Cubana (48 Lower Marsh) é bem divertido: com decoração latina colorida, o menu é cheio de comidas que servem tanto como refeição quanto como petiscos, boa opção especialmente se você vai no happy hour, quando tem dobradinha de mojitos!

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Lojas de discos
Na mesma rua do Cubana, a Gramex (25 Lower Marsh) marcou minha memória pela quantidade de discos de jazz e pela reunião de senhores que se encontram frequentemente na loja para ouvir discos e discutir música. Agora se o assunto é rock, nada melhor que a Rough Trade, que já falei na parte 1, e a Sister Ray (34 Berwick Street), que até aparece na capa do (What’s the story) Morning Glory?, do Oasis. E claro, em Camden há várias lojinhas cheias de tesouros escondidos esperando para ser garimpados.

Para sacar algum show
Sempre que vou para Londres, faço uma pesquisa de shows que estão rolando na cidade (e sempre está rolando coisa muito boa!). Por isso recomendo checar a programação das seguintes casas: The Shacklewell Arms, KOKO, Electric Ballroom, Electric Brixton e 12 Club. Também faço uma pesquisa no Eventfull, site que divulga desde um showzinho pequeno a apresentações main stream.

Dica esperta
Para quem gosta de ser Amélia e comprar coisas para a casa, não há nada melhor que a Ikea – NADA melhor. Você consegue comprar jogos inteiros de talheres por seis libras e mesas de centro por dez libras. Pensa na Tok Stok, só que com preço de camelô. É a Ikea! O único problema é que é longe, mas pode ser uma experiência legal, de pegar ônibus para periferia e tal. Se tiver tempo suficiente, super recomendo. Praticamente todos os acessórios de cozinha da minha casa são de lá. E para quem gosta de livros, não deixe de passar na Waterstones de Piccadilly, a maior livraria da Europa. São cinco andares repletos de obras de todos os assuntos imagináveis. Gosto de comprar os de arte para embelezar a minha estante!

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Além de todas essas dicas, é sempre bom ler outras sugestões de diferentes fontes quando se planeja uma viagem. A coleção da PubliFolha Seu Guia Passo a Passo é uma mão na roda. Tenho de Londres, Amsterdã e Buenos Aires, e todos me foram muito úteis. Pequeno, dá para levar na bolsa ou até mesmo no bolso do casaco. O grande lance é que ele é dividido por bairros, cada um com um mapa específico, sugestões de restaurantes, pubs, cafés, locais de compras e atrações turísticas. Uso ele muito quando estou andando em uma região que não conheço e de repente bate uma fome. Nada me agonia mais do que querer comer em algum lugar, mas não saber qual vale a pena e qual é roubada. Com esse guia, é só achar o bairro onde você está e ver as sugestões, que vão desde locais baratinhos a restaurantes requintados. Bom para ter na sua biblioteca pessoal.

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Encerro aqui as dicas de Londres. Espero ter ajudado a clarear um pouco as dúvidas comuns que antecedem viagens tão carregadas de ansiedade. Cidades especiais como essa têm esse efeito sobre a gente, mas no fim tudo sai muito melhor do que esperamos. No mais, boa viagem!

*Fotos de Londres: arquivo da vovó 🙂

londres para lilian e caroll | parte 2

♫ Alabama Shakes | Hold on

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Leia a parte 1

Museus
Londres é cheia de museus: de fotografia, cinema, arte moderna, rótulos, bonecos de cera, design… Cada um mais interessante que o outro e a maioria de graça, com exceção de algumas alas com exposições temporárias (geralmente tão legais que valem a pena pagar o preço). Entre todos eles, o meu preferido é o Tate Modern, de arte moderna e contemporânea. Ocupando a estrutura de uma antiga usina de energia e localizado às margens do rio Tâmisa, o museu tem um acervo incrível, com obras tão vanguardistas que nos abrem a cabeça e ajudam a expandir nossos conceitos de arte. Dá muito orgulho de, no meio daquela loucura toda, ver uma peça do brasileiro Hélio Oiticica, até porque ele divide espaço com grandes nomes das artes, como Henri Matisse (inclusive, vai rolar uma exposição temporária por lá sobre o artista, de abril a setembro deste ano). A lojinha do Tate é uma atração à parte. Lá você encontra pôsteres das obras expostas, camisetas, bolsas, canecas, calendários, agendas, bloquinhos, uma quantidade infinita de livros e mais um monte de coisa que dá vontade de colocar na mala e não se importar com o excesso de bagagem.

Outro museu com uma lojinha tão interessante quanto a do Tate é a National Gallery. A localização também é privilegiada: Trafalgar Square, aquela praça grande, cheia de estátuas de leões, onde colocaram a contagem regressiva para as Olimpíadas de Londres. O prédio da galeria é muito imponente e a quantidade de salas faz a gente ficar meio perdido lá dentro, por isso, logo na entrada, compre um mapa para se localizar melhor. É bem baratinho. O acervo da National Gallery é mais clássico, com várias obras renascentistas (Michelangelo, Rafael, da Vinci, Caravaggio…), mas há algumas coisas modernas também, como Van Gogh, Cézanne, Monet e Seurat. Por conta da localização, acho que dá para casar a visita à galeria com a troca da guarda do palácio de Buckingham, que acontece todos os dias às 11 horas. Já aviso: a troca não é lá essas coisas, mas entendo que é quase uma obrigação de todo turista que vai pela primeira vez. O palácio e o jardim são bonitos, então não vai ser um passeio de todo perdido. Aproveite a paisagem.

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Talvez o museu mais famoso da cidade seja o British Museum: é imenso, lindo, mas deveria se chamar Egyptian Museum. O Egito inteiro está lá e fico até preocupada com o que sobrou para eles, coitados. São múmias e mais múmias, sarcófagos, artefatos, livros e até esfinge. Sabe a Pedra Roseta que a gente estuda na escola? Está lá também. Me dá uma revoltazinha e por isso nem gosto muito de lá. Mas se você gosta e quer ver, não há lugar melhor. Sou mais chegada no Natural History Museum, que também funciona em um prédio deslumbrante e mostra a evolução das espécies. Tem até uma parte de dinossauros que aflora meu espírito infantil. Ele fica pertinho de um outro lugar lindo: o Victoria & Albert Museum, de design e objetos de decoração. A exposição do David Bowie que está em São Paulo agora começou lá. Tem uma parte também só de roupas que marcaram época (acho que vai agradar a Lilian!). Esses dois últimos museus ficam do lado Royal Albert Hall (vale checar a programação) e do Hyde Park (o Central Park londrino), para o caso de os passeios indoors serem muito cansativos (ficar horas em pé em museu é mais puxado do que parece).

Sobre o Madame Tussauds: é bem divertido, mas é caro e tem em várias outras cidades do mundo. Então faça uma análise pessoal aí e veja se compensa encaixá-lo no roteiro. Acho válido também checar a programação do Barbican. Sempre rolam exposições e shows legais (de abril a agosto vai ter uma retrospectiva do trabalho do Jean Paul Gaultier – corre, Lilian!).

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Spots da cidade
Abbey Road! Pode parecer bobeira atravessar a faixa de pedestres em frente ao estúdio dos Beatles, imitando a capa do disco que leva o mesmo nome do local, mas é muito divertido e todo mundo vai lá registrar o momento, então não se assuste se tiver uma filinha esperando para atravessar a rua – rs. Além disso, é normal as pessoas deixarem recados para a banda no muro do estúdio. Portanto, leve um canetão na bolsa.

Cuidado: Muita gente se confunde e sai na estação Abbey Road para só então procurar saber como chegar ao estúdio. A estação certa é bem longe dessa, na verdade, e se chama St. John’s Wood. Na própria estação tem uma lojinha cheia de objetos dos Beatles, como chaveiros, baralho, copos etc. É bom para comprar as lembrancinhas dos amigos mais chegados.

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O bairro punk da cidade, Camden Town, é um dos meus lugares preferidos pela vibe alternativa (é mais do que frequente ver senhorinhas de cabelo azul e tatuagem no corpo todo andando pelas ruas). O lugar é cheio de pubs, lojas diferentes e é onde fica Camden Lock, antigo estábulo que virou uma área de compras, cheia de opções que variam do bizarro ao deslumbrante. Gosto de ir lá comprar blusinhas de designers locais, colares, brincos e pulseiras. Também é o melhor lugar para comprar souvenir (chaveiros e ímãs bem mais baratos do que no centro da cidade). Camden, assim como o Soho, tem a vida noturna agitada e fica mais movimentada quando o sol se põe. E falando em Soho, o bairro gay e artístico, é uma delícia andar pelas ruas sem rumo definido, olhando as muitas livrarias alternativas e lojas de materiais de arte. Também são muitos os pubs, as casas noturnas e os restaurantes espanhóis (tapas!).

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Covent Garden é um dos centros de compra mais charmosos que conheço. Parece uma galeria, mas com uma cara mais rústica e lúdica, talvez pela quantidade de lojas de brinquedos (não deixe de entrar na Pollock’s!) e objetos fofos de decoração. Além disso, há lojas de acessórios, pubs, uma praça de alimentação e minha “cookeria” preferida de todas: Ben’s Cookies. Se você vir alguém cantar ópera por lá, não se espante. A Royal Opera House fica logo ali.

No próximo post (calma que vai ser a última parte!) farei a lista dos meus pubs, restaurantes e casas noturnas preferidos. Até quinta-feira!

*Fotos do acervo da vovó ❤

londres para lilian e caroll | parte 1

♫ Caetano Veloso | Nine out of ten

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É difícil dar dicas de Londres sem cair na mesmice de sempre, até porque a mesmice londrina é de suspirar. Já fui algumas vezes e sempre volto com vontade de ficar para sempre (talvez pelo fato de minha mãe morar lá desde 2008, sinto que a cidade é minha segunda casa). Alguns programas faço e refaço toda vez que vou, como a feira de Portobello no sábado (quero falafel!) e comprinhas em Camden Lock, mas o mais impressionante é que sempre tem novidade na área: exposições, shows, festivais, uma região da cidade que está em alta… Duas amigas muito queridas minhas estão de viagem marcada para lá e me pediram algumas dicas. Uma vai em maio, primavera, outra em setembro, outono. Independente da estação, o clima provavelmente será o mesmo: muita chuva! Londres é assim, rouba fácil o título de terra da garoa de São Paulo. Minha primeira dica é, portanto, levar uma sombrinha na mala, de preferência uma pequena que dê para carregar na bolsa. Vai quebrar um super galho e viabilizar a maratona de programação.

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A primeira impressão é a que fica
Para sacar de uma só vez os monumentos mais batidos e sempre deslumbrantes de Londres, pegue o metrô, saia na estação de Waterloo e caminhe duas quadras rumo ao Tâmisa. Prepare-se para a vista. O rio, o Parlamento, o Big Ben, a London Eye… Tudo enorme ali na sua frente. Margeando o rio, há um caminho muito charmoso só de pedestres, chamado Queen’s Walk, que passa em frente ao Globe Theatre (o teatro de Shakespeare), ao South Bank Centre (complexo cultural que vale checar a programação) e leva até o Tate Modern, meu museu preferido da cidade. De frente ao Tate está a Millenium Bridge, também só de pedestres, que é linda e dá de cara com a cúpula da catedral de St. Paul. Depois de uma visita ao Tate (tem obras do Hélio Oiticica!), atravesse a ponte e vá desbravar o centro antigo de Londres, nas redondezas da catedral.

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Bateu fome?
Os londrinos não sabem comer direito. Para eles, tudo se resume a lanchinhos comidos às pressas no banco de uma praça. Por isso não faltam na cidade lugares que oferecem sanduíches, sopas e saladas já prontos, gostosos e por um preço acessível. A própria rede Starbucks é um desses lugares, mas o meu preferido é o Pret a Manger, que privilegia ingredientes frescos e tudo é feito no mesmo dia. Destaque para a baguete de parma com espinafre e o brownie (nhami!). Todas essas “lanchonetes” cobram um preço diferenciado para quem come na casa ou para quem leva embora para comer em outro lugar. O “take away” é sempre mais barato, então se o clima estiver favorável, leve o lanche para uma pracinha e coma como os londrinos. Outra boa opção gostosa e barata são as feiras de comida, onde é possível comer uma porção grande de paella ou de comida marroquina ou tailandesa ou qualquer outra nacionalidade por uma bagatela de £ 5. Perto da região do Tate Modern há o Borough Market, o mais antigo mercado de alimentos de Londres. Vale a pena uma visita. Há várias outras feiras espalhadas pela cidade, com certeza você vai ver muitas pelo caminho.

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Mais feiras
E falando em feiras, há duas preferidas minhas onde você encontra de tudo e mais um pouco: Portobello Market e Brick Lane Market. A de Portobello acontece aos sábados e é uma junção de mais ou menos cinco feiras diferentes: de antiguidades, comida, discos, artes e artesanato. Gosto de descer a rua imaginando Caetano fazer o mesmo na época do exílio. Naquela época, a região era habitada principalmente por imigrantes jamaicanos e, consequentemente, o reggae corria solto. Hoje há todo tipo de estilos musicais (provavelmente você vai ver um artista diferente a cada esquina, tocando e pedindo uns trocados. Já vi bandas inteiras e até mesmo um tocador de gaita de foles. É fantástico). Sempre vou preparada para almoçar um falafel (boca enchendo de água…) e depois passear pela região, o famoso, fino e rico bairro de Notting Hill.

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Brick Lane já é mais roots. Fica localizada em na região leste da cidade, que há até pouco tempo era meio perigosa, mais pobre. Os baixos aluguéis atraíram artistas e intelectuais, entre eles um graffiteiro que provavelmente você já ouviu falar: Baksy. Foi só ele colocar sua assinatura nos muros e BAM! A região virou uma das mais hypes do momento. Andar por Brick Lane (a feira rola aos domingos) é como passear por uma galeria a céu aberto. Centenas de desenhos roubam a cena, disfarçando o ar decadente dos prédios. Mas não é só Brick Lane que merece destaque nessa área. East London inteira precisa de uma atenção especial.

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Go east!
Nem só da feira e de graffitis fantásticos vive East London. A região tem tanta coisa legal que nem sei direito por onde começar. Para a Lilian, talvez a dica melhor sejam os brechós. São vários no bairro, alguns mais modestos, outros enormes, que vendem uma infinidade de roupas, além de utensílios domésticos antigos e artigos vintage de decoração. Destaco a Hoxton Boutique, Blitz London e Beyond Retro, mas não se apegue apenas a elas! Abra seu coração para as outras também. Já a Caroll acho que vai ficar doida na loja de discos Rough Trade da Old Truman Brewery. Há uma outra unidade perto de Portobello, mas a de East London é mais legal, até porque vira e mexe eles fazem shows gratuitos para divulgar lançamentos de discos e tal. Em março passado, quase fui ver um show do Suede lá, mas acabei me enrolando com outras coisas. Enfim, rolou Suede e de graça!

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Como o forte da região é a vibe artística, há várias galerias por lá. Inclusive toda primeira quinta-feira do mês rola um evento muito legal, chamado First Thursdays, em que todas as galerias fazem vernissage ao mesmo tempo e servem espumantes aos visitantes. Daí dá para você ficar andando de lugar em lugar, vendo exposições e tomando espumante. Legal, né? A mais famosa das galerias é a Whitechapel, que funciona numa antiga capela abandonada. Para a noite, rola dar uma sacada no Café Oto, um lugar moderninho, onde acontecem uns shows experimentais (dê uma olhada na programação da casa). O legal de East London, além de tudo isso, é que dá para conhecer uma região que agora que está virando um pouco mais turística, mas que ainda conserva características de bairro afastado e decadente que foi até um tempo atrás.

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Ufa! Acho que já deu por hoje. No próximo post continuo com as dicas. Vou falar de alguns restaurantes legais e não muito caros (o Fifteen do Jamie Oliver vai ficar de fora! rs.), lugares bons para umas comprinhas, pubs divertidos, museus e outros pontos que valem uma flanada.

*Fotos do meu acervo pessoal, tiradas com a câmera La Sardina. #lomography

bb cream | mac

♫ Camera Obscura | French Navy

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Ultimamente parece que só se fala em BB Cream ou até mesmo em CC Cream, como algumas marcas já cantaram por aí. Isso porque parece ser um sonho resumir vários passos de preparação diária da pele em um só produto. Dependendo da marca, inclusive, o BB Cream pode ser até 5 em 1. Esse da linha Prep+Prime da MAC é primer, hidratante, base e tem fator de proteção solar 35. Fantástico, não? Depende.

Como primer e hidratante, é bom. Após passar, senti a pele um pouco oleosa, mas com o passar do tempo, foi ficando cada vez mais sequinha e uniforme. A retexturização prometida pelo produto superou as minhas expectativas. A tintura bege, que funcionaria como uma base, é bastante suave e quase fica transparente quando aplicada. Nesse quesito, portanto, não acho que funcionaria como cobertura principal, para disfarçar manchas, olheiras e vermelhidões. Mas se a procura é por algo mais suave mesmo, esse BB Cream dá conta do recado. Só é preciso ter atenção na hora de escolher a tonalidade correta para sua pele.

Quando o produto chegou ao Brasil, a MAC trouxe as mesmas cores lançadas na Ásia, continente rei dos BB Creams. A pele dos asiáticos, entretanto, é bem pálida, puxada para um tom amarelo, diferente da cor misturada dos brasileiros. Hoje já existe um maior leque de opções, então é importante testar direitinho, ver como fica na luz natural, tirar foto, mostrar para o amigo… tudo é válido para não ficar com cara de fantasma ou, como diz um amigo meu, “cara de quem saiu para tomar sol e deixou o rosto em casa”.

Outra observação importante: o SPF é 35, o que pode ser suficiente para algumas pessoas, mas baixo para outras, principalmente as mais branquinhas. Coloque tudo isso na balança e reflita se, para você, compensa ou não o BB Cream. O principal no que diz respeito a cosméticos, mais do que modismo, é o produto se encaixar nas suas necessidades diárias.

P.S.: Por questões de melhor visualização, preferi não pintar o desenho de preto, como é a embalagem original. Faz de conta que está certo, ok?

P.S.²: Agradecimentos especiais a Paula Parreira, por me emprestar esse BB Cream para teste 🙂

bacião do setor sul | goiânia

♫ The Roots | How I got over

O Setor Sul é o bairro que eu gostaria de voltar morar. Morei por pouco tempo quando era criança, mas até hoje sinto falta da bananeira e dos copos de leite que meu pai plantou na porta, bem como dos besouros que vinham nos visitar (colocava todos em um potinho de vidro com tampa furada e ramos de hera. Eram meus insetos de estimação). A atmosfera pacata, as casas de quintais enormes, a localização privilegiada e os becos comunitários contribuem muito para a qualidade de vida dos moradores.

Quando saio desbravando a cidade de bicicleta, não consigo evitar passar pelas ruelas do bairro. Tudo me puxa para lá, especialmente a paisagem. De uns tempos para cá, vejo o Setor Sul virar uma galeria a céu aberto, graças ao trabalho extremamente talentoso, sensível e ousado de alguns artistas, como Morbeck, Decy, Luz e outros, que resolveram se apropriar de becos um pouco esquecidos pelo poder público.

O que antes era espaço abandonado ganhou vida a partir da arte urbana; o que era cinza e sem graça virou uma explosão de cores; o que era uma simples passagem de pedestres virou um lugar de resgate de percepções e sensibilidades através da arte. Dos becos do bairro, talvez o principal seja o Bacião. Cada dia que passo por lá, vejo um desenho novo ganhar forma nos muros. A melhor parte do Setor Sul é que a maioria desses becos são interligados entre si e não há nada melhor do que pedalar por eles, escolhendo trajetos e aproveitando a cidade.

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água termal | la roche-posay

♫ Ibrahim Ferrer | Dos gardenias

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Água termal sempre despertou a minha curiosidade, especialmente depois de ver várias celebridades dizendo que um de seus truques de beleza é uma borrifada no rosto antes de dormir. O fato é que eu era um pouco cética quanto sua eficácia até usá-la pela primeira vez. Água termal não é uma água qualquer: é rica em selênio, um mineral com alto poder antioxidante e facilmente absorvido pelo organismo. Com isso, o produto promove uma restauração diária da pele, prevenindo o envelhecimento precoce.

A promessa é aliviar a pele das agressões diárias, como sol, frio, falta de umidade, excesso de maquiagem etc., além de combater os radicais livres. Essa da La Roche-Posay está à venda em praticamente todas as farmácias e já conquistou meu coração. Uso todos os dias antes de dormir e acordo com a pele fresca e firme, mesmo depois de noites mal dormidas. O frasco de 150g dura meses e deixo guardado na geladeira para a água ficar geladinha e intensificar a sensação de frescor.