londres para lilian e caroll | parte 2

♫ Alabama Shakes | Hold on

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Leia a parte 1

Museus
Londres é cheia de museus: de fotografia, cinema, arte moderna, rótulos, bonecos de cera, design… Cada um mais interessante que o outro e a maioria de graça, com exceção de algumas alas com exposições temporárias (geralmente tão legais que valem a pena pagar o preço). Entre todos eles, o meu preferido é o Tate Modern, de arte moderna e contemporânea. Ocupando a estrutura de uma antiga usina de energia e localizado às margens do rio Tâmisa, o museu tem um acervo incrível, com obras tão vanguardistas que nos abrem a cabeça e ajudam a expandir nossos conceitos de arte. Dá muito orgulho de, no meio daquela loucura toda, ver uma peça do brasileiro Hélio Oiticica, até porque ele divide espaço com grandes nomes das artes, como Henri Matisse (inclusive, vai rolar uma exposição temporária por lá sobre o artista, de abril a setembro deste ano). A lojinha do Tate é uma atração à parte. Lá você encontra pôsteres das obras expostas, camisetas, bolsas, canecas, calendários, agendas, bloquinhos, uma quantidade infinita de livros e mais um monte de coisa que dá vontade de colocar na mala e não se importar com o excesso de bagagem.

Outro museu com uma lojinha tão interessante quanto a do Tate é a National Gallery. A localização também é privilegiada: Trafalgar Square, aquela praça grande, cheia de estátuas de leões, onde colocaram a contagem regressiva para as Olimpíadas de Londres. O prédio da galeria é muito imponente e a quantidade de salas faz a gente ficar meio perdido lá dentro, por isso, logo na entrada, compre um mapa para se localizar melhor. É bem baratinho. O acervo da National Gallery é mais clássico, com várias obras renascentistas (Michelangelo, Rafael, da Vinci, Caravaggio…), mas há algumas coisas modernas também, como Van Gogh, Cézanne, Monet e Seurat. Por conta da localização, acho que dá para casar a visita à galeria com a troca da guarda do palácio de Buckingham, que acontece todos os dias às 11 horas. Já aviso: a troca não é lá essas coisas, mas entendo que é quase uma obrigação de todo turista que vai pela primeira vez. O palácio e o jardim são bonitos, então não vai ser um passeio de todo perdido. Aproveite a paisagem.

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Talvez o museu mais famoso da cidade seja o British Museum: é imenso, lindo, mas deveria se chamar Egyptian Museum. O Egito inteiro está lá e fico até preocupada com o que sobrou para eles, coitados. São múmias e mais múmias, sarcófagos, artefatos, livros e até esfinge. Sabe a Pedra Roseta que a gente estuda na escola? Está lá também. Me dá uma revoltazinha e por isso nem gosto muito de lá. Mas se você gosta e quer ver, não há lugar melhor. Sou mais chegada no Natural History Museum, que também funciona em um prédio deslumbrante e mostra a evolução das espécies. Tem até uma parte de dinossauros que aflora meu espírito infantil. Ele fica pertinho de um outro lugar lindo: o Victoria & Albert Museum, de design e objetos de decoração. A exposição do David Bowie que está em São Paulo agora começou lá. Tem uma parte também só de roupas que marcaram época (acho que vai agradar a Lilian!). Esses dois últimos museus ficam do lado Royal Albert Hall (vale checar a programação) e do Hyde Park (o Central Park londrino), para o caso de os passeios indoors serem muito cansativos (ficar horas em pé em museu é mais puxado do que parece).

Sobre o Madame Tussauds: é bem divertido, mas é caro e tem em várias outras cidades do mundo. Então faça uma análise pessoal aí e veja se compensa encaixá-lo no roteiro. Acho válido também checar a programação do Barbican. Sempre rolam exposições e shows legais (de abril a agosto vai ter uma retrospectiva do trabalho do Jean Paul Gaultier – corre, Lilian!).

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Spots da cidade
Abbey Road! Pode parecer bobeira atravessar a faixa de pedestres em frente ao estúdio dos Beatles, imitando a capa do disco que leva o mesmo nome do local, mas é muito divertido e todo mundo vai lá registrar o momento, então não se assuste se tiver uma filinha esperando para atravessar a rua – rs. Além disso, é normal as pessoas deixarem recados para a banda no muro do estúdio. Portanto, leve um canetão na bolsa.

Cuidado: Muita gente se confunde e sai na estação Abbey Road para só então procurar saber como chegar ao estúdio. A estação certa é bem longe dessa, na verdade, e se chama St. John’s Wood. Na própria estação tem uma lojinha cheia de objetos dos Beatles, como chaveiros, baralho, copos etc. É bom para comprar as lembrancinhas dos amigos mais chegados.

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O bairro punk da cidade, Camden Town, é um dos meus lugares preferidos pela vibe alternativa (é mais do que frequente ver senhorinhas de cabelo azul e tatuagem no corpo todo andando pelas ruas). O lugar é cheio de pubs, lojas diferentes e é onde fica Camden Lock, antigo estábulo que virou uma área de compras, cheia de opções que variam do bizarro ao deslumbrante. Gosto de ir lá comprar blusinhas de designers locais, colares, brincos e pulseiras. Também é o melhor lugar para comprar souvenir (chaveiros e ímãs bem mais baratos do que no centro da cidade). Camden, assim como o Soho, tem a vida noturna agitada e fica mais movimentada quando o sol se põe. E falando em Soho, o bairro gay e artístico, é uma delícia andar pelas ruas sem rumo definido, olhando as muitas livrarias alternativas e lojas de materiais de arte. Também são muitos os pubs, as casas noturnas e os restaurantes espanhóis (tapas!).

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Covent Garden é um dos centros de compra mais charmosos que conheço. Parece uma galeria, mas com uma cara mais rústica e lúdica, talvez pela quantidade de lojas de brinquedos (não deixe de entrar na Pollock’s!) e objetos fofos de decoração. Além disso, há lojas de acessórios, pubs, uma praça de alimentação e minha “cookeria” preferida de todas: Ben’s Cookies. Se você vir alguém cantar ópera por lá, não se espante. A Royal Opera House fica logo ali.

No próximo post (calma que vai ser a última parte!) farei a lista dos meus pubs, restaurantes e casas noturnas preferidos. Até quinta-feira!

*Fotos do acervo da vovó ❤

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