base hello flawless | benefit

♫ Lykke Li | I follow rivers

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É difícil achar uma base que tenha fator de proteção solar e quando pinta uma por aí, geralmente o SPF é bem pequeno. Quando vi essa Hello Flawless da Benefit, o que me chamou a atenção foi justamente o SPF 25 (ok que ainda está abaixo do mínimo seguro – 30 – mas chega bem perto!). Ensaiei meses para comprar, mas como Deus está do lado da classe média, minha querida amiga Aline resolveu me dar a dela – novinha, diga-se de passagem. Acontece que ela comprou e não gostou. Resolveu passar para frente e fez uma criança feliz (obrigada, Mil!). Gostei da bastante do produto. Ele tem uma cobertura média, bom para usar durante o dia, tem fator de proteção e um complexo hidratante que a marca chama de Oxygen Wow, que acelera a respiração celular. Além disso, contém vitaminas C e E, para prevenir o envelhecimento precoce.

Apesar de ser oil-free, a única coisa que me incomodou na base é que ela deixa a pele com o aspecto suadinho, mas nada que um pó não resolva. Talvez pelo complexo hidratante mega-power-advanced e pelas vitaminas, não aparecem aquelas espinhazinhas na pele, normais pelo uso diário de maquiagem, e isso é um super ponto positivo (me incomoda aquele ciclo vicioso de quem usa base diariamente: você usa para combrir imperfeições, mas a composição pesada gera ainda mais defeitinhos, como pequenas espinhas e vermelhidões, o que te obriga a usar cada vez mais base).

Sobre a situação da minha amiga não gostar e eu sim, é preciso ressaltar uma coisa bem importante. Bases são muito pessoais. Depende do seu tipo de pele (se oleosa ou não), do seu gosto pessoal (se prefere algo mais cremoso ou mate), da sua necessidade (cobertura mais leve ou mais pesada)… muita coisa interfere na busca pela sua base perfeita. E a que é sensacional para mim pode ser um lixo para você. Então nunca compre nada sem testar primeiro (até porque a tonalidade do produto tem que ser praticamente idêntica à natural da sua pele, e só é possível ter essa noção ao vivo). Todas as críticas com relação a bases são importantes para te dar mais informação, para você ver as opções e tal. Mas a única pessoa que pode realmente falar se tal produto é bom ou não é você. Então, experimente! E experimente essa da Benefit que é bem legal 😉

dicas de viagem | ulalá, paris!

♫ Edith Piaf | La foule

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Minhas dicas de Paris são menos profundas e menos pontuais que as de Londres, mas mesmo assim, válidas para entender melhor o funcionamento da cidade e ter uma boa estadia. Para quem chega da capital inglesa, pode levar um pequeno susto com a cidade, especialmente se chegar pela estação Gare du Nord. Paris não é tão limpa, nem tão segura, nem tão funcional quanto Londres, mas tem um charme todo especial e um céu cor de rosa inexplicável no pôr-do-sol. Acho que só fui entender de verdade a beleza depois de ver um fim de tarde da igreja Sacre-Coeur, que fica no topo de um morro e dá para ver praticamente a cidade inteira. O bairro onde ela fica também é de suspirar, o famoso, boêmio e artístico Montmartre, que hospedou tantos artistas impressionistas, cubistas, fauvistas etc. etc., quando estes moraram na cidade. Aquela dica clichê “o melhor de Paris é se perder por Paris” é a maior verdade do mundo (se não fosse, talvez não teria virado clichê), então ande sem medo e aproveite todos os tesourinhos encontrados no caminho. Em Montmartre existe um restaurante muito famoso por ter sido pintado várias vezes por vários artistas, como Renoir. Moulin de la Galette (83 Rue Lepic) hoje é lotado, um pouco salgado no preço, com garçons mau-humorados, mas vale pela experiência de sentar ali e pensar que Renoir um dia estava na mesma situação, pintando e retratando a cena.

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E já que falei de garçom mau-humorado, vá com paciência. A não ser que você tenha muita sorte, provavelmente topará só com parisiense grosso (com raríssimas exceções). É uma característica deles serem ríspidos com turistas, independente se você chega falando em inglês ou se tenta arranhar no francês. Mas como eu disse, é questão de sorte, quase uma loteria. Faça a aposta e torça para dar certo. Uma tática que muitas vezes funciona para tentar derreter o coração de pedra deles é mencionar de alguma forma que você é brasileiro. Eles amam brasileiro e o tratamento muda completamente depois que sabem sua origem, mas às vezes, dependendo da conversa, é bem difícil encaixar essa informação no diálogo sem que pareça estranho.

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Vá de bike!
Quando cheguei em Paris, fui muito mal tratada logo de cara, seguida e agredida por um morador de rua, expulsa de um café por querer comprar uma água e usar o banheiro, amedrontada por um grupo de rapazes na saída da estação… Poderia continuar horas falando dos traumas na cidade, mas era só pegar uma bicicletinha Vélib e começar a pedalar pelas ruas que eu me esquecia de tudo. Ah, Paris… como é linda. Aliás, super indico o sistema de empréstimo de bicicleta deles. Dá para fazer o cadastro em qualquer ponto (e há centenas espalhados pela cidade) e já pegar sua bike. É muito fácil, prático, barato e todo mundo usa (TODO MUNDO. Às vezes é uma dor de cabeça achar bicicleta disponível ou pontos com vaga para estacionar). O cartão de sete dias custa 8 euros e te dá o direito de usar cada bicicleta pelo prazo de 30 minutos, quantas vezes quiser durante uma semana. Muito mais em conta que qualquer outro meio de transporte, além de seguro (há ciclovias em praticamente todos os lugares) e mais charmoso.

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Vá de tênis!
Em Paris a andança é grande, até porque são tantas coisas bonitas que você encontra pelo caminho que, quando percebe, cruzou a cidade inteira andando de monumento a monumento. Lembro de um dia que saímos do Louvre e resolvemos andar até o Palais-Royal (tem um jardim muito lindo dentro dele) e depois vimos que a Ópera era logo ali do lado. Como o dia já estava quase no fim e estávamos cansados, decidimos andar só até a Ópera e depois voltar para o studio que alugamos (dica de ouro, inclusive, que darei mais adiante). Quando chegamos na Ópera, contudo, avistamos uma parte da Madeleine, linda. “Está tão perto!”, pensamos, “Vamos só até lá e depois vamos embora”. Ledo engano, rs. Da Madeleine, dá para ver o Obelisco da Praça da Concórdia e, de lá, o Arco do Triunfo, na Champs-Elysées. Quando vi, já era noite e ainda estava batendo perna pelas lojas da avenida, que tem uma Virgin enorme e uma Sephora de preocupar todo gerente de banco (se você levar seu passaporte, eles já descontam o imposto na hora!). Apesar de cansativo, rodar toda essa parte da cidade a pé é uma delícia e não importa qual rua você decida pegar. Qualquer uma vai ser linda e reservar várias surpresinhas gostosas.

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Museus
O Louvre é lugar de bater ponto, eu sei, mas é tão lotado e tão massificado que se você não se importar muito com arte barroca e conseguir viver bem sem ver a Mona Lisa ou a Vênus de Milo, super apoio excluí-lo do roteiro. A única parte que eu realmente gostei e pude apreciar com calma sem ninguém me dando cotovelada ou entrando na minha frente foi a parte do apartamento de Napoleão III. É realmente lindo, quase uma Versailles (lugar este, aliás, que não se pode deixar de ir. É necessário um dia inteiro para conseguir ver todos os palácios e o jardim imenso). Para mim, que gosto mais de arte moderna e contemporânea, acho o D’Orsay (cheio de impressionistas) e o Pompidou (Warhol, Kandinsky e Giacometti) muito mais interessante. Seja qual for a sua escolha, indico comprar o Paris Museum Pass, um passe que dá direito de entrada em diversos museus e monumentos da cidade. Dependendo de quantos lugares você pretende visitar, o passe sai super em conta (varia de 42 a 69 euros, dependendo da quantidade de dias desejados) e não precisa enfrentar fila para comprar ingresso. No site há lista de todos os lugares que aceitam o Paris Museum.

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All that jazz e dica ixperta
A experiência mais francesa que já tive foi ir a uma jam session na cidade. A Rue des Lombards abriga três dos mais famosos bares de jazz: Le Baiser Salé, Le Duc des Lombards e Sunset/Sunside. As ruazinhas nas proximidades também são repletas de opções e vale uma averiguada antes de decidir em qual lugar encerrar a noite. Esses bares ficam no 1º distrito e recomendo procurar hospedagem até o 8º distrito (Paris tem um urbanismo em espiral, dividido em distritos, em que o 1º é o mais central e o outros vão se distanciando gradativamente). Depois do 8º as coisas ficam mais longe, apesar do metrô atender bem a cidade. Quando pesquisei hospedagens na cidade, percebi que os hotéis eram bem salgados (preço que se paga para visitar uma das cidades mais turísticas do mundo), mas encontrei uma opção que talvez seja a melhor dica de qualquer viagem que eu possa dar. Alugar um studio ou pequeno apartamento pode sair muito mais em conta do que qualquer hotel meia boca. Existe uma boa agência de aluguéis de temporada chamada NY Habitat que atende Nova York, Londres e Paris. Nós escolhemos um lugar no charmoso 5º distrito, entre os Jardins de Luxemburgo e a Notre Dame, cujo o dono é um professor universitário irlandês que morou anos em Salvador, então não há dificuldades de comunicação.

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O studio tem espaço para duas pessoas, e uma cozinha pequenininha bem equipada, o que possibilita algumas experiências gastronômicas usando ingredientes franceses (nhami!). Mesmo para quem não gosta de cozinhar, alugar um studio pode ser econômico não apenas na tarifa cobrada, mas também no quesito alimentação. Próximo ao studio, há várias mercearias, padarias e feiras repletas de coisas gostosas. Há ainda um Carrefour Express, onde é possível comprar uma garrafa de Boudeaux por 4 euros (sim!). Dessa forma é possível ter cafés-da-manhã e jantares franceses sensacionais sem pagar muito por isso (quando eu fui, tinha um rádio na cozinha sintonizado em uma estação de jazz, para ajudar na atmosfera romântica).

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Sobre comida
Os franceses gostam de comer bem, então acho difícil passar por alguma experiência muito ruim gastronomicamente na cidade. Só que nesse caso, a qualidade influencia diretamente no preço. O valor das coisas em Paris é bem maior do que nas outras cidades da Europa, até porque eles gostam de sentar e gastar horas para concluir uma refeição. Não existe muitos quitutes de feiras, como nas outras capitais. Não existe comer em pé ou sentado no meio fio. As pausas são longas e prazerosas, o que é ótimo, na verdade. Pense que você vai comer super bem! Uma alternativa mais em conta, além da que eu citei acima sobre se arriscar na cozinha, é ir a restaurantes que ofereçam “menu du jour”, uma espécie de prato executivo, servido apenas no almoço. Geralmente é uma entrada, um prato principal e uma sobremesa por um valor fechado e mais barato do que seria se o pedido fosse separado. Os restaurantes que oferecem essa opção sempre colocam um aviso na porta, anunciando o cardápio do dia e o valor. Mas não vá com pressa. Quando se trata de comida em Paris, as coisas demoram. C’est la vie.

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Se ainda ficou alguma dúvida com relação a Paris, sinta-se à vontade para mandá-la por email. Adoraria trocar umas ideias e ajudar a montar um roteiro dessa cidade que é tão especial. No mais, bon voyage!

mercado central | goiânia

♫ Gilberto Gil | Baião da Penha

Nosso Mercado Central é pequeno, apertado e abafado, mas não deixa de ser um dos lugares mais interessantes de passear. Afinal de contas, onde mais você vai achar dezenas de ervas medicinais (dezenas!) ao lado de doces, conservas e berrantes? Sem falar no artesanato, nos sapatinhos de couro, nos objetos exotéricos e até no rolo de fumo (até hoje fico meio hipnotizada quando vejo rolo de fumo… não sei se pela grandiosidade, se pela feiura ou se pelo cheiro – não sei se acho bom ou ruim). E ainda tem um segundo andar, ocupado em sua maioria por açougues: há uma especializada em suínos, outra em peixe, outra em cortes especiais e carnes exóticas. É interessante andar pelo local e ver as coisas que simbolizam tanto a nossa terra (a tradição regional tem seu charme), como os pequis em conserva, a arnica seca, pimenta fresca, doce de abóbora e, claro, a empada.

Acho que a “praça de alimentação” é o verdadeiro coração do Mercado. São umas cinco lanchonetes especializadas só nesse quitute, cada uma mais antiga que a outra. A mais famosa é a do Alberto, com várias fotos de celebridades penduradas, inclusive de presidentes da Ditadura Militar (pasmem!). Esses dias, contudo, fui dar uma voltar por lá, mas cheguei tarde e a única lanchonete que ainda estava aberta era a última, meio esquecida, Empada do Dominguinhos. Acho que foi a empada de frango com pequi mais gostosa que já comi (deu até água na boca de lembrar).

O Mercado é um lugar muito especial, localizado em outro lugar também especial (no centro, ao redor de vários outros pontos tradicionais de Goiânia, como o restaurante Bologna – um dia escrevo sobre ele). Andar por seus corredores e sentir os cheiros diferentes dos produtos à venda é mágico. Encerrar com uma bela empada então, não há coisa melhor. Fazendo a apresentadora de programa matinal clichê, lanço a pérola: a felicidade está nas pequenas coisas 🙂

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receitinha | panquecas

♫ Buena Vista Social Club | Candela

Ovos de chocolate não foram suficientes para matar minha vontade de doce no domingo de Páscoa. Dia especial tem que ser especial desde o início, então aproveitei que acordei inspirada e fui para a cozinha fazer panquecas para o café-da-manhã. Panqueca é tão infância… Lembro de assistir desenho do Pateta e ficar babando com a pilha de “bolos de panela” que ele comia, com maple syrup por cima. Aqui no Brasil é difícil achar esse negócio, mas em compensação, temos uma infinidade de coisas que podemos jogar por cima da panqueca: geleia, mel, nutella, manteiga, maracujá… tudo vale. Além de eclética e deliciosa, essa receita também é muito fácil e rápida de fazer. É só jogar todos os ingredientes no liquidificador, bater até virar uma massa homogênea e levar pequenas porções (geralmente uma concha média) à frigideira untada com óleo (bem pouco!). O fogo deve ser brando. Você sabe a hora de virar a panqueca quando a massa começar a dar bolhinhas. Se as duas primeiras não derem certo, não desanime. É normal. Mas não jogue fora! Aproveite para experimentar e ver se o gosto está bom (aposto que vai estar).

Ingredientes:
1 xícara de chá de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento
1 pitada de sal
1 colher de sopa de açúcar
1 xícara de chá de leite
1 ovo
2 colheres de manteiga derretida
uva passa para polvilhar a massa quando levar à frigideira (opcional)

Rende aproximadamente 8 unidades.

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Fotos: Colaborou Caio Henrique Salgado

rua 142, marista | goiânia

♫ Gal Costa | Me Recuso

 Atrás da minha rua existe um lugar que nunca entendi direito o que é. Só sei que é grande (ocupa o quarteirão todo) e feio, com as calçadas todas quebradas e o muro encardido e sem graça. Há uns dias o cenário começou a mudar, para a minha alegria. Morbeck, Mateus Dutra e Wes (espero não ter esquecido alguém) fizeram um trabalho lindo, graffitando uma das paredes e dando vida para um lugar esteticamente abandonado. O resultado disso é, além da beleza, o resgate de percepções adormecidas. Quando eu passava na frente do lugar (na rua 142, setor marista, em frente ao Café Coreto) – e eu passo todos os dias -, seguia meu caminho como se não houvesse nada ali, mas a partir do momento que esses artistas se apropriaram daquela parede, não consigo passar e ignorar. Paro, contemplo, reflito. Porque graffiti, muito mais do que um trabalho artístico, exerce uma profunda função social, de colocar a arte na nossa vida, quer queira ou não, e nos fazer reparar lugares que passamos todos os dias sem dar muita moral.

Obrigada, Morbeck, Mateus e Wes por fazer do meu dia mais bonito. E obrigada a todos os outros artistas urbanos de Goiânia que fazem o mesmo, em diversos pontos da cidade. O trabalho é duro, mas nada passa despercebido.

***UPDATE***
Luto: apagaram os graffitis da rua 142

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resultado do sorteio | band on the run (1974)

♫ Queen | We are the champions

Coelhinho de Páscoa do Algum Lugar Etc. chegou mais cedo e, ao invés de ovo, vai entregar disco. Pena que é só para uma pessoa 😦 Foram tantos amigos queridos que participaram que me deu um aperto no coração – inclusive uma certa senhora que fez aniversário semana passada e estava chorando por esse disco, mas eu, coração de pedra (me perdoa!!!!!), fui irredutível e falei para ela tentar a sorte como todos os outros. Caroll, eu torci por você! Mas não valeu de nada minha torcida (fuén!). Prometo pensar em uma forma à altura para compensar esse trauma tão profundo. Fazendo a Pollyana, achei bom nenhum dos meus bróder ter sido o vencedor, se não ia ficar parecendo marmelada e, para o primeiro sorteio do blog, não ia cair bem. O sistema de sorteio foi arcaico, mas total honesto: anotei todos os nomes e atribuí um número a cada um, depois pedi para minha querida diarista, Hauzineth, falar o primeiro algarismo que viesse à cabeça dela. Seis: Lucas Moreira. Parabéns, Lucas! E obrigada pela participação! Envie-nos seu telefone e endereço para o e-mail algumlugaretc@gmail.com para podermos lhe entregar o disco.

Para quem saiu infeliz dessa promoção, pode sorrir que tem um outro já programado para frente: Chico Buarque & Maria Bethânia ao Vivo. Disco para arrepiar os corações. Um abraço e feliz Páscoa!

***Update***

Entregamos o disco para o vencedor hoje de manhã (18/04), Sexta-feira da Paixão.  Por conta do feriado, ainda rolou uma barrinha de chocolate de brinde. Valeu demais, Lucas! Aproveite o disco 🙂

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roteiro para pedalar no centro| goiânia

♫ Curumin | Magrela Fever

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Goiânia é muito ingrata com ciclistas: não tem muitas ciclovias disponíveis e as que existem não são muito eficientes, por isso é necessário buscar algumas formas de pedalar por aí e curtir a vida urbana com o máximo de segurança possível. Uma alternativa é ganhar as ruas no domingo, quando o trânsito é bem mais calmo, especialmente no Centro, por conta do comércio fechado. Essa é uma boa oportunidade de apreciar a arquitetura da cidade, além de curtir o vento no rosto, descobrindo casarões antigos e detalhes escondidos pelo tempo. Sempre que o tempo ajuda (a chuva tem atrapalhado um pouco meus planos), saio pedalando por aí de manhã ou no fim da tarde. O astral muda completamente, acho que ajuda a deixar a gente mais zen. Nessa brincadeira, há certos caminhos que acabo fazendo com mais frequência, um deles (bem leve, na verdade, com pouco mais de 9 km totais) eu detalho aqui para quem quiser se aventurar sobre duas rodas. Começaremos e terminaremos na Praça Cívica. Não se esqueça do capacete e do protetor solar 😉

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– Domingo a Praça Cívica é fechada. Aproveite para dar uma pedalada nela. Depois pegue um breve trecho da ciclovia da Dez e vire à esquerda na 24. Tem dois casarões bonitões nessa esquina;

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– siga na 24 até o fim, quando ela faz uma curva e vira a rua 4. Ande apenas um quarteirão e vire à direita na Araguaia;

– desça até o Mutirama e pegue a Av. Contorno. Se seu espírito infantil estiver aflorado, dá até para dar uma curtida nos brinquedos do parque. Toda vez que passo na porta, fico de olho comprido na Montanha Russa inaugurada com a reforma do Mutirama. Acho que dá um caldo!

– Do Mutirama, vire à esquerda na 75 (a do IFG). Ela morre na 68, mas é só dar uma contornada (virando à direita e depois à esquerda) para pegar a 74, mais à frente. se for domingo, o Mercado da 74 não vai estar aberto, mas se você resolver fazer esse passeio em outro dia da semana, inclusive sábado de manhã, vale dar uma parada na Pastelaria do Meu e comer uma das iguarias mais tradicionais da cidade. Delícia, delícia;

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– independentemente do dia da semana, contorne o Mercado e pegue a 57, rua onde a Leide das Neves morava (é possível identificar o local pelo terreno vazio e concretado em meio a casinhas antigas. Por algum motivo, dá um arrepio);

– vire à esquerda na Av. Oeste e novamente à esquerda na 55;

– cruze a Goiás e vire à direita na 60, onde fica a famosa Praça da Cirrose. Essa rua morre na Paranaíba. Faça um leve contorno para cruzá-la e pegue a 6;

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– subindo a 6, quase esquina com a 4, há outro casarão que deve ser destacado. Rosa e bonito, acho que é um dos imóveis antigos mais bem conservados da cidade. Siga reto até a 2 e vire à direita;

– à direita novamente na 8, passando pela rua do lazer;

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– ao chegar na 4, vire à esquerda e suba Tocantins, passando pelo Teatro Goiânia e Vila Cultural. Continue subindo, mas dessa vez pela outra rua lateral do Teatro, a 23. Para cruzar a 3 sem entrar na contramão, é necessário pegar a 31 e depois virar à direita na 29. Assim sai na Alameda dos Buritis;

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– dê uma volta no Parque dos Buritis (um dos meus preferidos da cidade) e um passeio pelo Museu de Arte de Goiânia (MAG), que é lindo e sempre tem alguma coisa interessante;

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– para voltar para o ponto de partida, pegue a Dona Gercina Borges, onde fica o Museu Pedro Ludovico (fica aqui meu protesto de que ele deveria ser aberto aos domingos! É museu, ora. Domingo é o dia que as pessoas têm tempo de visitar! Estendo o protesto ao Zoroastro e ao Museu Antropológico – apesar de que esse último eu entendo fechar porque é ligado à UFG, mas mesmo assim queria que ele funcionasse nos fins de semana).

Bom passeio! 🙂