#lomography

♫ Metric | Dead Disco

Quanto tempo faz que você não revela uma foto? As câmeras digitais facilitaram nossa vida em alguns aspectos, mas tiraram muito da “magia fotográfica”. Não existe mais a surpresa, o sentimento, a saudade… O que existe é gente bonita sorrindo para postar nas redes sociais. E se alguém não saiu bem, é só apagar e tirar de novo. Os registros ficam esquecidos no computador e quase nunca se materializam em papel. E é assim que as fotos se perdem no tempo. Uma pena… O que seus filhos e netos vão ter de lembranças suas? Não existe nada mais tocante do que sentar em um sofá e folhear álbuns de família antigos. Graças à mania digital de nunca imprimir as fotos, as gerações que se seguem não vão ter esse momento. E a não ser que você deixe seu Facebook para a posteridade, seus netos nunca verão você quando jovem, muito menos verão aquela viagem sensacional das férias passadas.

Na contramão do digitalismo, as câmeras lomográficas são a salvação para as fotos esquecidas. Por ser analógicas, dá uma coceira de curiosidade e uma ansiedade gigante para revelar logo e ver o que saiu. Como elas têm efeitos diferentes, cada click é uma surpresa. Muitas dão certo, outras não, outras saem sensacionais. Além de legais, as lomos são muito fofas, cada uma com um estilo e um efeito diferente. Minha primeira paixão foi a La Sardina, que parece uma latinha de sardinhas. Com lentes de flash coloridas, dá para tirar fotos de dupla exposição (foto em cima de foto) bem legais. A maioria delas saem meio desfocadinhas, mas fica um charme, vai! Fora que existem uns filmes especiais que acentuam ainda mais as luzes e cores estouradas das lomos.

Comprei a minha Sardina em Paris quando ainda era meio difícil de achar por aqui, mas hoje já tem à venda alguns modelos no Café Coreto (rua 142, 221, Marista). E elas são bem mais baratas que qualquer digital – além de bem mais divertidas. Depois da primeira paixão, vieram outros amores, como a Diana, que ~~~ganhei~~~ de uma amiga (na verdade, quem ganhou foi meu namorado, mas considero meu por tabela, rs). Apesar de não serem lomos, tenho duas Olympus antigas roubadas da família (estavam esquecidas e abandonadas no armário, oras! E funcionam muito bem!). Mesmo com essa variedade em casa, continuo querendo mais – esse é o mal da lomografia. Queria uma Fisheye e uma Holga (meu aniversário está chegando; tenho que começar a dar indiretas!).

Para quem quer começar a fotografar, mas não sabe por onde começar, existem 10 regrinhas de lomografia que ajudam e muito:
1. Leve a sua câmera onde quer que você vá
2. Use a todo momento – dia e noite
3. A lomografia não é uma interferência na sua vida, é parte dela
4. Tente fotografar de todas as maneiras
5. Aproxime-se dos objetos o mais perto possível
6. Não pense
7. Seja rápido
8. Você não precisa saber antecipadamente o que fotografou
9. Nem depois
10. Não leve à sério nenhuma regra

E, para encerrar, lanço uma campanha: Por um mundo com mais fotos reveladas – lomográficas de preferência!

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