rádio algum lugar etc.

Gosta das músicas que rolam por aqui? Todas estão nessa playlist especial que disponibilizo abaixo. Tem de tudo um pouco (de Metronomy a Giberto Gil), bom para pessoas de gostos ecléticos como eu 😉 Aperta o play!

Faixas na ordem de aparição:

1- Metronomy – I’m aquarius
2- Little Dragon – Crystalfilm
3- Ibrahim Ferrer – Dos gardenias
4- The Roots – How i got over
5- Camera Obscura – French navy
6- Caetano Veloso – Nine out of ten
7- Alabama Shakes – Hold on
8- Icona Pop – I love it
9- Paul McCartney & Wings – Band on the run
10- Paulinho da Viola – O meu pecado
11- Mouvelle Vague – The killing moon
12- Mark Ronson & The Business Intl – Bang bang bang
13- Los Sebosos Postizos – Quero esquecer você
14- Caetano Veloso – Sampa
15- Paul McCartney & Wings – Bluebird
16- Curumin – Magrela fever
17- Queen – We are the champions
18- Gal Costa – Me recuso
19- Buena Vista Social Club – Candela
20- Gilberto Gil – Baião da Penha
21- Edith Piaf – La Foule
22- Lykke Li – I follow rivers
23- Omara Portuondo – La sitiera
24- Thelonious Monk Quartet – ‘Round midnight
25- David Bowie – Let’s dance
26- Crosby, Stills, Nash & Young – Teach your children
27- Bob Marley – Catch a fire
28- Madeleine Peyroux – Weary blue
29- John Coltrane – Acknowledgement
30- Céu – Chegar em mim
31- Rolling Stones – Wild horses
32- Nouvelle Vague – Love will tear us apart
33- Friendly Fires – Paris
34- Metric – Dead disco
35- Fela Kuti – Coffin for head of state
36- Céu – Contravento
37- Anelis Assumpção – Sonhando
38- Gal Costa – Neguinho
39- Rubinho Jacobina & Força Bruta – Dr. Sabe Tudo
40- Clube da Esquina – Me deixa em paz
41- Lucas Santtana – É sempre bom se lembrar
42- Chico Buarque & Maria Bethânia – Noite dos mascarados
43- Cérebro Eletrônico – Não bateu
44- Chico Buarque & Maria Bethânia – Sem fantasia
45- Novos Baianos – Mistéio do planeta
46- Paul McCartney – Junk
47- Johnny Cash – Hurt
48- João Gilberto – Pra quê discutir com madame?
49- Medeski, Martin & Wood – Where’s the music?
50- The Smiths – This charming man

luto: apagaram os graffitis da rua 142

♫ Johnny Cash | Hurt

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Sempre achei Goiânia muito legal por não apagar os graffitis que aparecem por aí. Outras capitais do mundo não têm a mesma sorte e diariamente tiram do mapa obras de artistas importantes do cenário atual. Coisa mais triste não há. Só que na semana passada, fui surpreendida: apagaram os graffitis de trás da minha casa, os graffitis que eu via todos os dias e que melhorava o meu astral, aqueles da rua 142. Graffitis lindos, assinados por Morbeck, Decy, Wes e Mateus Dutra foram cobertos por uma tinta vermelha e tiveram retângulos brancos delimitados, mostrando que provavelmente o local vai anunciar propagandas.

O graffiti tem duas funções sociais que não podem ser ignoradas pelo poder público e pelos habitantes do meio urbano. Primeiro que ele rompe com os espaços fechados e elitizados dos museus e coloca a arte na rua, no cotidiano de quem quer que passe pela intervenção, independentemente de classe social, gosto, escolaridade. O graffiti consegue o que a arte moderna tentou e não conseguiu: a democratização da arte. Ela está ali para ser vista – e se faz ser vista – por qualquer pessoa, conquistando assim novos públicos, que em uma situação comum, jamais entrariam em um museu por diversas razões (medo de serem excluídos, por exemplo).

A segunda função social é a de resgate de percepções e sensibilidades dos moradores das cidades. A rotina nos cega, nos faz passar várias vezes por um mesmo caminho até que não percebemos mais nenhum detalhe existente. É tudo tão mecânico que nosso olhar fica domesticado. Não reparamos mais as esquinas, as pessoas, as construções, nada. Nosso pensamento está em algum lugar muito distante, longe do espaço físico que nosso corpo ocupa. Mas prestar atenção na cidade é algo que pode ser extremamente prazeroso. A arte de rua consegue despertar nossos sentimentos até então adormecidos. Nossos olhos, tão inertes, acordam para o graffiti recém pintado naquele muro abandonado que faz parte do seu percurso diário. E esse resgate de sensibilidades é importante para a qualidade de vida de quem se propõe a viver no caos urbano.

Diante de tudo isso, se realmente o lugar que apagou os graffitis da rua 142 o fez exclusivamente para ter espaço para vender propagandas, a cidade simplesmente perdeu um lugar de exposição gratuita de arte e ganhou mais poluição visual (tudo o que menos precisamos no momento). Que benefício há nisso para a cidade? Nenhum. Espero que mais e mais pessoas consigam enxergar a tristeza que é perder um acervo público tão importante assim. Vou sentir falta dos desenhos que faziam parte da minha rotina (inclusive, a foto da minha coluna no jornal A Redação foi tirada em frente a eles). Tomara que os artistas compensem logo essa falta com mais arte espalhada pela cidade.

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atestado médico

Daí que o destino resolveu curtir com a minha cara e me mandou uma virose (ou intoxicação alimentar, segundo o médico muito sabidão) das brabas para me atormentar justamente no feriado. Depois de seis dias de quase morte e três idas ao pronto-socorro para um drink (soro na veia), melhorei, mas agora estou enrolada com tudo que ficou acumulado nesse tempo. Não é fácil ser jornalista, blogueira, colunista, cabeleireira e servidora pública ao mesmo tempo. Muita coisa urgente para terminar e muito chefe me cobrando trabalhos atrasados =/ Por conta disso, peço desculpas pelo abandono do blog. Espero regularizar tudo no fim semana!

daal de lentilha

♫ Paul McCartney | Junk

daal de lentilha

Fiz essa sopa para minha amiga Nádia Junqueira e ela gostou tanto que até rapou o prato (coisa rara de se ver porque ela nunca come nada até o fim). Nadinha pediu a receita, mas ao invés de passar só para ela, achei bom postar aqui e mostrar para mais pessoas essa maravilha. A autoria é do Jamie Oliver – só para variar, rs – e é uma ótima opção vegetariana ❤ para dias de frio. Só tem uma exigência: precisa de processador 😦 Para quem não tem, de duas uma: invista em um (é muita qualidade de vida) ou tente fazer em um liquidificador (acho que pode dar certo! Depois me fale se rolou!).

Ingredientes:
1 cebola (não usei porque aqui em casa há pessoas que não gostam)
1 dente de alho
5 cm de gengibre
1-2 pimentas vermelhas frescas
1 pimentão vermelho
um maço grande de coentro
óleo de canola
um maço de folhas frescas de curry (opcional) (também não usei porque não sei onde acha isso)
1 colher de chá de cúrcuma
1 colher de chá de sementes de feno-grego (acha no Casarão)
1 colher de chá de sementes de mostarda
300g de lentilha vermelha seca partida (whatever. Usei a normal. Dei uma cozida nela antes)
400 ml de leite de coco
200g de espinafre

Coloque no processador a cebola, o alho, gengibre, pimenta vermelha, pimentão sem sementes, talos de coentro e uma pitada de sal e pimenta. Processe até obter uma mistura homogênea. Coloque em uma caçarola 1 colher de sopa de óleo de canola, as folhas de curry, a cúrcuma, feno-grego e as sementes de mostarda. Mexa bem. Adicione os vegetais processados e refogue por cerca de 2 minutos. Adicione a lentilha, 700 ml de água fervente e o leite de coco. Tampe e deixe ferver, mexendo regularmente. Quando pronto, acrescente as folhas do espinafre e mexa.

como fazer uma horta urbana

♫ Novos Baianos | Mistério do planeta

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Moro em apartamento pequeno, mas pela quantidade de plantas que insisto em ter, inconscientemente acho que habito uma casa enorme com quintal e área suficiente para ter uma horta farta. Infelizmente as plantinhas não acham o mesmo e continuam insistindo em morrer. 😦 Quando fiquei sabendo que a prefeitura está dando cursos gratuitos sobre Horta Urbana Sustentável, não contive a felicidade. Já liguei no Departamento de Agricultura Familiar da Semic (Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Serviços) e me inscrevi para uma das turmas disponíveis. O curso é dividido em módulos e no primeiro semestre rolou a primeira parte. No próximo semestre, estarão abertas as inscrições para o módulo II. Quem não fez o I, acho que não tem problema, até porque foi bem introdutório. Então recomendo ligar lá no Departamento responsável e se informar (veja o telefone no fim).

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A aula é bem tranquila, só um dia pela manhã. Fiquei surpresa com a quantidade de gente que se interessa pelo assunto (e há gente de todo tipo: senhores, jovens, estudantes, doutores, donas de casa etc.). Turma legal e interessada. O professor Adib Pereira deu várias dicas interessantes sobre plantio, compostagem, manutenção e plantas que um dia foram tradicionais, mas que hoje perderam espaço para a agroindústria. Cheguei em casa empolgada e querendo logo colocar a mão na massa. Dessa vez minha horta vinga! Abaixo, coloquei o passo a passo que foi ensinado na hora do plantio de mudinhas codimentares.

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1º) Forre o vaso com brita, cascalho ou pedaço de telha.
É importante para a terra não entopir os buracos do fundo do vaso (se seu recipiente não for perfurado, faça isso antes!). A água não pode ficar acumulada no vaso, tem que ter para onde correr. Se houver acúmulo de água, a raiz apodrece e aí já era. Aliás, uma dica de manutenção importante: nunca molhe a planta até escorrer aquele tanto de água. Assim os nutrientes da terra vão todos embora. A irrigação deve ser apenas para umidificar a terra. Então coloque mão na terra e sinta a necessidade da planta.

2º) Coloque a terra
Não aperte ou compacte. A terra deve ficar fofa e aerada.

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3º) Coloque a muda
Cuidado para não dobrar a raiz. Ela tem que ficar esticadinha. No caso das mudas que comprei, a raiz já veio toda embaraçada e apertada. Como não dava para esticar, o que eu fiz foi dar uma afofada nela. Se usar sementes ao invés de mudas, lembre-se de que elas devem ficar mais superficiais, só com uma pequena camada de terra.

4º) Envolva cuidadosamente a terra na planta
Palavras do professor Adib: “Você tem que preparar a cama da planta, tem que ser gostosa e aconchegante”.

5º) Aperte a terra só na base do caule
Assim deixa a planta firme para crescer.

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6º) Proteja a terra
A terra tem que ficar protegida das agressões naturais, então é bom colocar umas folhas secas embaixo da plantinha. Como eu não tinha folhas secas e meus vasos são pequenos, coloquei aquelas madeiras de orquídea. Tomara que dê certo! No mínimo ficou bonitinho.

7º) Irrigue
Cuidado para não colocar água demais. A água não pode escorrer. Para ter um controle maior, estou usando um borrifador de água. Os melhores horários para irrigação são de manhã ou no fim da tarde. Sempre sinta a umidade da terra para saber a necessidade da planta. A terra tem que estar sempre úmida.

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8º) Bronze
A planta tem que tomar sol! Se não tiver um mínimo de 2 horas de sol por dia, as chances dela morrer são grandes. A melhor luz é a da manhã, mas na falta dela, qualquer horário vale.

Outras dicas: Para controle de pragas, não use veneno, por favor! Faça um controle manual (arrancando os insetos com a mão – sem medo!). Se quiser, faça um chá de pimenta do reino e dê uma borrifada nas plantas. Funciona bem. Para nutrir o solo, além de compostagem e húmus, o professor disse que misturar cinzas na terra é muito bom também. No mais, é só dar amor e carinho! Vamos ver se minha horta vai ser bem-sucedida dessa vez!

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*Departamento de Agricultura Familiar da Semic: 3524-2139

resultado do sorteio: chico buarque & maria bethânia ao vivo (1975)

♫ Chico Buarque & Maria Bethânia | Sem Fantasia

Tem gente que nasce virada para a lua mesmo. Não basta ser bonita, simpática, ter o emprego dos (meus) sonhos, uma cabeça super aberta, um gosto musical afinado e ir para Barcelona fazer um curso de verão. Não, tem que ganhar o sorteio também. Ela concorreu pelo Facebook e pelo Instagram, mas foi a primeira tentativa que a fez vitoriosa. Como fiquei feliz ao ver o nome sorteado: Luciana Nunes ❤ Parabéns! O sistema de sorteio foi o mesmo do anterior: arcaico, mas honesto. Se alguém duvidar, saiba: se fosse para trapacear nessa história, escolheria um amigo que mora mais perto para não ter que pagar frete para São Paulo, rs. Lu, feliz dia dos Namorados! (Atrasado, eu sei. Mas essa promoção chocou com a data, então considere como um presente!) Você e o Gustavo vão se amar muito com esse disco. Mande um email para algumlugaretc@gmail.com para acertamos a entrega. Tem que rolar antes ou depois de Barcelona. Não pago frete para a Europa! hahahaha

A todos que participaram, valeu! E não desanimem. Ainda hão de rolar altos discos por aí 😉

sabadão no centro (ou: meu programa preferido)

♫ Cérebro Eletrônico | Não bateu

Nesse fim de semana, encontrei com um amigo de São Paulo que há tempos não via e naquele papo “o que você anda fazendo da vida?” falei do blog. Na tentativa de explicar o meu objetivo, ele teve uma sacada que nem eu mesma tinha pensado. “Você vive sua cidade como se fosse turista”, ele disse. Nenhuma outra definição fez tanto sentido. Estou até pensando em incluí-la no meu about. Meu intuito com esse espaço é exatamente esse: olhar a minha própria cidade com olhos de turista, olhos estranhos e curiosos. Turista sempre aproveita melhor o lugar do que os próprios moradores.

Lembro da primeira vez que fui a São Paulo e comentei com um paulistano que queria ir ao Mercado Municipal. Ele disse que nunca tinha ido. Também fiquei sabendo que minha amiga Lílian (oi!), carioca da gema, nunca foi ao Pão de Açúcar nem ao Cristo Redentor (não posso falar nada, na verdade. Fui ao Rio mil vezes só no semestre passado e nem pensei visitar esses lugares, rs. Mas enfim! Não sou carioca. Fiz meu ponto!). Algumas coisas estão aí para serem aproveitadas, mas acabam sendo ignoradas pelo nosso olhar de morador. Driblar isso e tentar ver tudo de um jeito diferente é resultado de um exercício diário, e é incrível o quanto essa prática melhora sua qualidade de vida, por mais simples que pareça ser.

Um bom exemplo disso é meu passeio preferido de sábado. Esse dia, geralmente reservado para a preguiça, virou um dos mais ativos e legais da minha semana. Acordo cedo e vou para a feirinha de orgânicos do Mercado da 74. Ver folhas verdes e frutas frescas é quase uma versão pocket de uma escapada para o mato. Comprar um ramo de coentro perfumado está praticamente no mesmo patamar de fazer uma trilha pequena nos arredores da cidade, rs. A sensação de tranquilidade é quase a mesma.

Depois de abastecer a sacola de feira, escolho algum lugar para fazer um lanche. No sábado passado foi a vez dos Biscoitos Pereira (rua 55, 458), o pão de queijo mais tradicional da cidade. Para quem nunca foi, não adianta chegar em pedir quantidade x do carro chefe da casa, porque o atendente sempre vai trazer um prato cheio, com mais quantidade do que foi pedido. Mas relaxe! Eles só cobram o que você comer (quer apostar que vai comer tudo?). Os bules de cobre também são demais. Eu sei que tem outras unidades da lanchonete espalhadas por Goiânia inteira, mas é só na do Centro que o pão de queijo custa R$ 1 (fora que é muito mais legal ir na original!).

Além dos Biscoitos J. Pereira, há vários outros lugares gostosos, tradicionais e baratinhos para fazer uma boquinha. Uma empada do Mercado Central sempre vai bem, assim como qualquer salgado da Esfirra Quente (rua 4, 731). Esta última lanchonete já tem uma localização privilegiada para o próximo passo do tour central: visita aos sebos da região 😉 A maioria deles está localizada na própria rua 4, mas o meu preferido fica na Avenida Goiás: Opção Cultural. Lá os discos são legais e por um preço justo (outros sebos da região estão abusando da boa vontade do consumidor).

Dessa última vez, meu maior achado não foi musical, mas literário. Aliás, livros usados são outra paixão que tenho. Como a rotatividade é grande, sempre se acha coisa muito boa pela metade do preço das grandes livrarias. Há tempos estava de olho em um dicionário Cambridge inglês-inglês mega-power-advanced, mas ele custava apenas R$ 140. Achei no Opção Cultural por R$ 85, chorei um desconto e levei por R$ 65! Qualquer dúvida de inglês, a partir de agora, pode me procurar! Tenho o ouro nas mãos 😉 E depois de tudo isso, voltei para casa com verduras orgânicas, a barriga cheia de pão de queijo, discos e um dicionário completíssimo debaixo do braço. Sabadão produtivo!

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