5º dia: almoço executivo do Outback

♫ Arctic Monkeys | R U Mine?

Que graça tem ir a um bom restaurante durante o almoço se, durante a semana, a correria é grande e você tem que comer rápido e colocar o pé na estrada? Nenhuma. Gosto de sentar e apreciar a refeição calma e lentamente. Por isso aproveitei as férias para curtir todas as etapas do almoço executivo do Outback. De segunda a sexta, o restaurante serve o Lunch Menu, em que oferece uma entrada e um prato principal por R$ 39,90 ou R$ 41,90, dependendo da escolha. Super em conta quando se compara aos preços do menu tradicional. Fui feliz e contente nesse frio que contaminou Goiânia e pedi salada Caesar de entrada (a melhor que já comi) e o Outback Special de prato principal (225g de miolo da alcatra alto e no ponto. Nhami!), acompanhados das maravilhosas Homemade Golden Potatos 🙂 Apesar de ter pedido outro prato, sugiro que peça o Ribeye, uma carne que lembra muito o Ojo de Bife de Buenos Aires (é a melhor carne da casa para mim!). A promoção de almoço não inclui sobremesa, mas a cheesecake (sensação!) tem desconto para o horário e me joguei na calda de caramelo, a melhor opção, na minha opinião (há também calda de chocolate belga e raspberry).

As bebidas da casa são uma atração à parte. Para quem gosta de refrigerante, saiba que lá é refil, ou seja, você paga só um copo e repete quantas vezes quiser. Para quem gosta de chope, a canecona vem congelada, com a bebida trincando de fria (de segunda à sexta, das 18h às 20h, todas as bebidas, com exceção das garradas, saem pela metade do preço!). E, para os apaixonados em caipirinhas como eu, os sabores do Outback são simplismente sensacionais. O meu preferido é Rocky Melon, com limão e melão, mas também caio de amores pela Uva com Manjericão e a Citrus, com lima, limão e tangerina. Além dos sabores exclusivos, o cliente também escolhe o destilado (eu sempre peço com saquê). E a notícia boa é que as caipirinhas também entram na promoção de happy hour que citei anteriormente!

O Outback é uma casa especial. Todos os ingredientes são frescos e todos os pratos são preparados no dia. Dá para perceber o cuidado de toda a equipe nos mínimos detalhes, seja na apresentação do prato, seja na simpatia dos atendentes. Aliás, acho que todos os restaurantes deveriam treinar os funcionários nos moldes do Outback (principalmente a Tribo do Açaí #ficaadica). O ambiente também é diferenciado: clima intimista, boa música (difícil de se achar na cidade!) e decoração com muita madeira, quadros de paisagens e símbolos australianos. Recentemente abriu a segunda unidade da casa em Goiânia, no shopping Passeio das Águas. A diferença dessa para a unidade do Flamboyant é que não tem área externa, mas o interior, que é a parte mais legal, é no mesmo padrão da primeira. E para quem não gosta de fila de espera, essa nova unidade é bem mais tranquila do que a outra. Sabia que o Brasil é o país que mais dá lucro para a rede Outback? Com cardápio, decoração e atendimento diferenciados, é fácil conquistar os brasileiros.

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4º dia: happy hour no Breguella’s

♫ Bezerra da Silva | Malandragem dá um tempo

Quando falamos para algum gringo que somos brasileiros, logo começa a enxorrada de palavras que “definem” nossa nacionalidade: samba, futebol, Ronaldinho e carnaval. Se gringa eu fosse, acrescentaria mais um termo à lista: boteco. Já viu boteco em outro país que não o Brasil? Se sim, me mande um e-mail relatando a experiência porque, sinceramente, eu nunca vi. Geralmente são pubs fechados, sem a graça e a malandragem das cadeiras espalhadas pelas calçadas, sem a gritaria e a confusão dos garçons, sem o dia amanhecendo e os clientes ainda pedindo a vigésima saideira da noite. Boteco é bom demais! E Goiânia tem uns sensacionais. Um deles é minha mais nova paixão apesar de ser meu vizinho há mais de ano: Breguella’s (rua 24, 26.000, Setor Oeste).

Sempre ouvi muito bem de lá, principalmente dos petiscos tradicionais e gostosos, como carne de lata e almôndega (essas coisas típicas de botecões). Há cerca de duas semanas acabei finalmente conhecendo o local e foi paixão à primeira vista. Culpo o bolinho de arroz, minha comidinha de bar preferida de todos os bares. No Breguella’s ele tem quase 15 cm de comprimento. Sério. Pedi dois e mais um disco de carne, também sensacional, rs. Voltei na semana seguinte e repeti a dose. E agora mais uma vez, “só para colocar no blog” (ó a desculpa esfarrapada!). Para ilustrar melhor o texto, tive que pedir três petiscos diferentes (rs): claro, o bolão de arroz, a almôndega famosa e uma carne de sol. O melhor é que tudo é vendido em unidade, então não rola briga na mesa para decidir o que comer.

Com tantas iguarias deliciosas e cerveja gelada, não é de se espantar que o local já está na minha lista de preferências em tão pouco tempo de convivência. Mas aviso: é botecão! Nem cardápio tem, rs. O garçom que avisa os especiais do dia 😉 Simples e fenomenal. E você? Qual seu botecão preferido de Goiânia?

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3º dia: Teatro Sesc Centro!

♫ Cordel do Fogo Encantado | O amor é filme

O Teatro Sesc Centro passou por uma reforma e está tão lindo! ❤ Não sabia que estava desse jeito e quando cheguei à noite para assistir a peça O Cabra que Matou as Cabras, da companhia Nu Escuro, quase caí para trás de tanta surpresa. Sempre achei o Sesc daqui um pouco atrasado com relação aos demais, principalmente com as unidades paulistas, mas essa reforma mudou bastante minha concepção. O teatro está lindo por dentro e por fora. Parabéns aos envolvidos! 😉

Essa surpresa boa foi só a primeira da noite, seguida de várias outras: o valor do ingresso (só R$ 10!) e a qualidade da peça e dos atores também me deixaram boquiaberta. Tudo bem que tenho uma queda por Farsas, peças acompanhadas de instrumentos e cenário lúdico, mas mesmo se não fosse, teria ficado encantada. Sei disso porque pude perceber que a plateia inteira ficou no mesmo encanto que eu (até minha mãe, que é meio chata com essas coisas, saiu sorrindo de orelha a orelha, rs).

A sinopse da peça já dá um gostinho de comédia: “Um advogado vigarista, que sobrevive dando pequenos golpes em seus clientes, se vê envolvido em um caso de assassinatos de cabras e bodes. Uma trama cheia de traições, trapaças e reviravoltas, onde uma esposa maliciosa engana seu marido advogado que engana um comerciante ganancioso que engana seu empregado que engana um juiz que quer enganar todo mundo.” Tudo isso encenado por um grupo com quase 20 anos de tradição – um dos mais importantes do Estado. Como não podia tirar fotos dentro do teatro, pela primeira vez no blog vou usar fotos que não são minhas 😦 Mas acho que estou perdoada, não? É tudo bonitinho demais para eu não mostrar aqui. E quem quiser ver ao vivo, tem que correr. Terça e quarta que vêm (29 e 30) são as últimas apresentações. Corre!

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reg_45122  (Fotos: Divulgação)

2º dia de férias: Mutirama!

♫ Pequeno Cidadão | O sol e a lua

O Mutirama fez muito parte da minha vida (e de qualquer criança de Goiânia, penso eu, rs.). Lembro de vir passar férias aqui (morei dos 6 aos 12 anos em Anápolis) e meu vô levava eu e meu primo para brincar no lugar. Meus brinquedos preferidos eram o tobogã e o trem fantasma. Nesse último, meu vô aprontava um escândalo, fingindo medo e pavor. Nem eu, no auge dos meus 8 anos, me assustava tanto com o gorila de pelúcia que aparecia na nossa frente, mas meu vô esgoelava como se o mundo fosse acabar, rs. E dava certo. Eu gritava mais do que quando ia desacompanhada. Mas era no tobogã que eu ficava mais tempo. Ia para a fila, pegava o saco (na época era de arroz, rs.), subia as escadas, escorregava, morria de felicidade e ia para a fila de novo. Queimei joelhos, canelas e cotovelos nessas descidas em alta velocidade. Era bom demais.

Daí que esse ano, de férias à toa em Goiânia, sem viagem marcada nem nada, me deu vontade de ir ao Mutirama de novo. Mas como agora sou uma mulher de quase 25 anos, não tive coragem de ir sozinha e carreguei os sobrinhos, rs. Me joguei no tobogã e consegui terminar a descida sem queimar nada! Acho que é a experiência de vida falando mais alto. E se engana quem pensa que já matei minha vontade. Como fomos no domingo, as filas estavam quilométricas e não consegui ir em tudo que eu queria, fora que a sobrinha pequena não podia ir em vários. Já estou planejando minha volta num dia de semana. Mutirama é bom demais!

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1º dia de férias: exposição do edney antunes no mag

 ♫ Wanda Jackson | Thunder on the mountain

Primeiro dia de férias!!! Corri para o MAG para ver a exposição do Edney Antunes: A Vida é Bélica. Já tinham me dito que estava boa, mas mesmo assim fiquei surpresa. Gostei bastante das obras, até porque tem um quê de tudo que gosto: stencil, pop art e hélio oiticica. As obras são muito divertidas e irônicas, com muitas cores e frases de efeito. Uma pena que acabou 😦 Mas coloco abaixo os “melhores momentos”, para quem não viu poder ter um gostinho da exposição.

O MAG é um lugar que mora no meu coração. Acho o prédio bonito, as exposições legais (algumas nem tanto, como todo museu, mas o que vale é a agenda que se renova de tempos em tempos), o lugar onde fica, então, nem se fale. Só que acho o espaço mal aproveitado. O potencial é tão grande, mas infelizmente a realidade é outra. Não consigo entender como as salas de exposições são tão mal cuidadas, cheias de tomadas e quadros de energia disputando atenção com as obras. Isso faz parte de um rigor mínimo exigido para a qualidade de um museu: não ter um quadro de energia gritando ao lado de uma tela. A iluminação também é péssima 😦

Apesar de todos os problemas, ainda amo o MAG. Não estou falando tudo isso só para criticar, mas para pedir encarecidamente que os responsáveis tenham o mesmo amor que eu e outros tantos goianos que incluem o local na sua rotina. Mesmo com todos os problemas. A exposição do Edney está de parabéns! Achei sensacional. A infraestrutura do espaço que poderia estar no mesmo nível.

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cookies da celebração

♫ Earth, Wind & Fire – September

Estou de fééééééérias!!! É muita felicidade para uma pessoa só. E olha que eu nem tenho nenhuma viagem sensacional programada. Dessa vez, como minha mãe está vindo nos visitar, vou ficar por aqui mesmo. Vou aproveitar para – além de matar a saudade dela, claro – colocar algumas coisas em ordem, estudar um pouco e curtir Goiânia. Me coloquei o desafio de fazer pelo menos um programa legal por dia de férias, mesmo que simples. Vou relatar tudo aqui a partir do próximo post e mostrar que existe, sim, muita coisa para se fazer na cidade.

E para comemorar meu último dia de trabalho (ou melhor, última manhã de trabalho), cheguei em casa, peguei meu caderninho de receitas, botei a mão na massa e fiz um dos quitutes mais festivos que existem (pelo menos aqui em casa): cookies. É só falar na palavra que já vejo uns sorrisos se abrindo. E o melhor de tudo é que é muito simples e rápido de fazer. Se liga:

Ingredientes:
125g de manteiga
1/2 xícara de açúcas mascavo
3/4 de xícara de açúcar branco
1 colher de chá de essência de baunilha
1 ovo
1 e 3/4 de xícara de farinha de trigo
1/2 colher de chá de fermento em pó
300g de chocolate meio amargo*

*Pode substituit por castanhas, raspas de limão, uva passa ou o que mais lhe agradar 🙂

Pré-aqueça o forno a 180º. Misture primeiro os açúcares, a manteiga e a baunilha até virar um creme. Acrescente o ovo. Peneire a farinha e o fermento e adicione à massa aos poucos. Bata bem até ficar homogêneo. Acrescente o chocolate picadinho e mexa até ficar bem distribuído. Coloque bolinhas da massa (eu gosto de colocar a medida de uma colher de sopa cheia) em uma forma untada com mateiga e farinha. Leve ao forno por rápidos 15 minutos. Quando tirar do forno, a massa ainda estará um pouco mole, mas deixe esfriar que vai ficar no ponto. Aí é só se jogar! Ainda bem que a receita é light!

**Pela medida que uso, rende aproximadamente 10 unidades grandes.

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praça universitária, minha velha amiga

♫ Peter, Bjorn & John | Young Folks

nem toda hora
é obra
nem toda obra
é prima
algumas são mães
outras irmãs
algumas clima

Paulo Leminski

Praça Universitária tem clima de juventude, tanto pelo histórico (foi palco para tantas manifestações e reivindicações estudantis e sindicais) quanto pela localização: entre as duas instituições acadêmicas mais importantes do Estado (de um lado, PUC, do outro, UFG). Só isso já justificaria a grande concentração de jovens (falo como se eu já fosse idosa, né?) no lugar, mas a Praça tem seus charmes, a começar pelas esculturas expostas a céu aberto. Morei praticamente toda minha infância no setor e lembro quando instalaram as obras lá. Lembro de ir com a minha mãe visitar e de achar o máximo a escultura que parece uma mão gigante saindo da terra, rs.

A Praça Universitária fez muito parte da minha vida, principalmente quando eu acompanhava minha mãe, ainda estudante, à Faculdade de Arquitetura. Íamos e voltávamos à pé. E eu achava tudo grande e legal demais. Apesar das mudanças temporais do local, muita coisa bacana continua por lá. Além das esculturas (já foram observar cada uma atentamente?), tem o Palácio da Cultura, onde funciona a biblioteca Marietta Telles (aberta para o público em geral) e uma sala de exposições vinculada ao Museu de Arte de Goiânia (MAG), sempre com alguma coisa em cartaz. Nos arredores, tem o Museu Antropológico da UFG, que só funciona em horário comercial, de segunda à sexta, mas já está valendo.

Sei que a ciclovia que construíram liga nada a lugar nenhum, mas pelo menos já é um trecho reservado só para ciclistas, então temos que aproveitar. Vá de bike, namore nas sombras gostosas da praça e, depois do pôr-do-sol deslumbrante, uma cervejinha no Bar da Tia cai bem!

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