adutora da rua 10 começa a ser graffitada de novo (oba!)

♫ MS MR | Hurricane

Quem passa com frequência pela Rua 10, no St. Universitário, percebeu que o canoduto da ponte sobre a Marginal Botafogo teve seus graffitis apagados nas últimas semanas. A ação, contudo, não teve o intuito de excluir para sempre a arte urbana daquele local, muito pelo contrário. Ela faz parte de um projeto maior, chamado Refazendo Arte: uma parceria entre artistas e a Saneago que tem o objetivo de manter a qualidade artística na adutora e ressaltar a importância do uso consciente da água. Para isso, a Saneago limpou e pintou o cano para que novas obras pudessem ser feitas ali. Com curadoria de Tatiana Potrich, da Galeria Potrich, a intervenção conta com a participação de Decy, Morbeck e Wes Gama.

Ontem passei pelo local com minha mais nova e linda bicicleta dobrável (ainda estou em lua-de-mel com ela!) e percebi que já começaram os trabalhos artísticos (estavam esperando a iluminação ser consertada, por isso demorou um pouco) e, segundo Tatiana, devem terminar até o fim da semana. Para matar a curiosidade e acalmar os corações de quem estava chorando a perda de graffitis tão bonitos, registrei alguns desenhos que já estão lá. Mesmo assim, continuo ansiosa para ver o resultado final!

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morar mais prova que decoração pode ser acessível a todos

♫ Black Keys | Everlasting light

Diferentemente de outras mostras de arquitetura e decoração, a Morar Mais aposta na economia na hora de compor um ambiente. Assim, ao invés de o visitante se achar distante demais daquele universo cheio de marcas e etiquetas caras, ele percebe que é possível ter uma casa bonita e elegante sem gastar muito. E para economizar, as formas criativas que os arquitetos encontram para criar os espaços é surpreendente. Reutilização de objetos que seriam jogados fora e readaptação de alguns materiais são algumas das maneiras adotadas. Como exemplo, no Banho do Hóspede, projeto de Itallo Santana e Giordano Linongi, a bancada da pia, que mesmo vista de perto parece mármore, é na verdade uma chapa de metal dobrada e oxigenada. Com essa troca esperta, o preço cai drásticamente, mas o efeito continua o mesmo.

Também gostei muito do reaproveitamento de madeira que já existia no ambiente – pisos e estrutura de alguns espaços foram mantidos. Outra coisa legal é a utilização de materiais em outras funções que não as suas originais, como engradados empilhados que viram uma linda e divertida estante ou garrafas pet que viram luminárias bem bonitas. Acho que o desafio de montar ambientes econômicos estimula a criatividade e versatilidade dos arquitetos. É muito fácil ser chic gastando R$ 20 mil em uma poltrona; difícil é conseguir o mesmo efeito criando seu próprio móvel a partir de caixas de feira. A Morar Mais prova que isso é possível. Para os que gostam de ostentação, contudo, há alguns móveis de marca nos 34 ambientes da mostra, criando composições no melhor formato high-low (quando peças caras casam com peças baratas). Assim ninguém se sente desprestigiado 😉 Uma tabela com os preços de todos os objetos fica à vista dos visitantes em cada ambiente. Assim é possível fazer cálculos, ver o que é possível e se planejar.

A arte também não poderia ficar de fora desse conceito de acessibilidade e está muito presente em todos os espaços do prédio de cinco andares que a mostra ocupa – inclusive e principalmente no subsolo, que ganhou uma galeria especial. Batizado de Subsolo de Arte, esse espaço-ocupação conta com várias obras à venda por preços camaradas, além da realização do Encontros de Garagem todo domingo, sempre com alguma atividade nova. No último encontro, rolou o projeto Tardes de Desenho, e fui lá conferir. Que delícia foi passar quase duas horas tranquila, desenhando uma modelo viva linda e grávida. Não sou artista, só uma pessoa que gosta de desenhar nas horas vagas, mas mesmo assim me senti super acolhida pelas responsáveis pelo local: Sophia Pinheiro e Dani Fiuza. É possível acompanhar os eventos do Subsolo através da página do Facebook do deSMAtéria, canal de comercialização da produtora das meninas (no site, inclusive, estão à venda as obras expostas no Subsolo).

A Morar Mais vai até dia 14 de setembro. Ainda dá tempo de ir lá conferir de perto tudo isso!

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Morar Mais Goiânia
Data: 7/8 a 14/9
Horário de funcionamento: 3ª a 6ª, das 15h às 22h; sábados e domingos, das 14h às 22h
Local: Rua 136, esq. c/ 1137, St. Marista
Ingressos: R$ 20 (meia) e R$ 35 (inteira)

Fotos: Raisa Ramos (ambientes) e Sophia Pinheiro (Tardes de Desenho)

rumo ao rancho de la luna

♫ Hellbenders | Outburst

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(Foto: Divulgação)

Localizado no meio do deserto da Califórnia, o estúdio Rancho de la Luna é um sonho para a maioria dos músicos roqueiros. Além do fato de o lugar ter dado vida para trabalhos de bandas consagradas como Queens of the Stone Age, Arctic Monkeys e Foo Fighters, o sistema de funcionamento do Rancho também aumenta o desejo dos artistas. Primeiro que não é qualquer um que pode agendar um horário e ir lá gravar um disco. Não, é preciso ser convidado pelo proprietário David Catching, que produzirá todo o trabalho. Além disso, a banda convidada fica hospedada no estúdio, que também é a casa de Catching, atual integrante da Eagles of Death Metal e ex-Queens Of The Stone Age. Dizem que o dono tem fama de ser bom anfitrião e fica cozinhando para seus convidados, em um ambiente de completa imersão.

E eis que nessa história uma banda brasileira, ou melhor, goiana foi contemplada com esse convite e está a caminho de se tornar o único grupo do país a ter um disco gravado no lendário Racho. Formado por Diogo Fleury (voz e guitarra), Braz Torres (voz e guitarra), Augusto Scartezini (baixo) e Rodrigo Andrade (bateria), o Hellbenders tem o objetivo de arrecadar R$ 30 mil para poder pagar a gravação do disco (sim, porque não basta ser convidado, tem que pagar!). Para atingirem a meta, os rapazes criaram uma campanha de financiamento online através do site de crowdfunding Catarse. Nele, os interessados em apoiar a causa podem doar a partir de R$ 20, sem limite máximo de doação. Em retribuição, os colaboradores receberão prêmios no fim do processo, que vão desde disponibilização do download prévio do disco a ser gravado e inclusão do nome nos agradecimentos do encarte a show particular e merchandising.

O convite de Catching veio depois que a banda fez uma turnê pelos Estados Unidos em março deste ano e participaram do festival South by Southwest, no Texas. O vocalista Diogo Fleury conta como foi: “O Jimmy Ford, parceiro de banda do David Catching no The Rancho De La Lunatics, fez o som de um show nosso e pirou. Depois disso recebemos um e-mail inesquecível do David Catching em pessoa nos convidando para gravar no Rancho de La Luna. Ele tinha escutado a banda e curtido pra cacete! Imagina a alegria dos garotos”.

A campanha do Catarse, que tem no total 60 dias de vigência, já arrecadou 1/3 do valor estipulado em 15 dias de ação. Para acelerar ainda mais o processo, a banda divulgou nessa semana um evento especial para arrecadação de verba para o projeto, o Bananada Party. Com ingressos a R$ 10, o festival, que será realizado no próximo dia 29 no Martim Cererê, contará com shows das bandas Beavers, The Revengers, Aurora Rules, Dry e, claro, Hellbenders. Eu vou lá apoiar a causa e já fiz minha doação no Catarse! E você? Mais do que gostar do som dos rapazes, essa é uma oportunidade de ver um grupo goiano ser consagrado como a única banda brasileira a gravar no Rancho de la Luna 😉

Bananada Party
Shows: Beavers, The Revengers, Aurora Rules, Dry e Hellbenders
Data: 29/08
Local: Centro Cultural Martim Cererê (Rua 94 A, St. Sul)
Ingressos: R$ 10

o primeiro e único albergue de goiânia

♫ Arctic Monkeys | Fireside

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Há cinco meses, Goiânia tem um albergue, o primeiro e único, diga-se de passagem. Localizado na Avenida T-2, quase esquina com a T-10, o Hostel 7 é uma unidade goiana de uma empresa brasiliense, criada por cinco amigos escoteiros que rodaram meio mundo afora e decidiram oferecer hospedagens baratas e aconchegantes no Planalto Central. Quando a primeira unidade passou o período sofrido inicial e começou e ter retorno, surgiu a oportunidade de trazer para Goiânia a casa tão colorida e cheia de Kombis por todos os lados. O fato de dois dos sócios serem goianos ajudou na estratégia ousada. Eles sabiam que por aqui esse campo ainda não tinha sido explorado e acharam uma boa ideia ter um cantinho aqui também.

E que cantinho! O lugar funciona em uma antiga casa residencial enorme, de dois andares, piscina, churrasqueira (disponíveis para os hóspedes até às 23h), salas de convivência espaçosas e quatro suítes que agora abrigam as beliches super organizadas. Os quartos aliás homenageiam símbolos das cidades (em Brasília, se chamam Athos Bulcão, Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e por aí vai. Aqui, foram batizados de Cora Coralina, Pequi, Rio Araguaia e É o Amor). Cada quarto comporta de oito a 14 pessoas e uma diária no lugar pode variar de R$ 50 a R$ 60.

Para acolher bem o turista, além da decoração divertida, o hostel também oferece sucos e frutas à vontade para os hóspedes. Apesar de novo, o gerente Rodrigo de Paula disse que a casa está sempre lotada nos fins de semana, principalmente de brasilienses que vêm curtir as festas de Goiânia. Outro público forte são os concurseiros do interior, que aproveitam o fim de semana para fazerem cursos específicos na Capital. Com capacidade para 40 pessoas, o Hostel 7 também teve grande movimento durante a Copa do Mundo, quando recebeu pessoas vindas da Colômbia, Inglaterra, França, Finlândia, Argentina e outros países.

Com localização estratégica e clima acolhedor, essa nova opção de hospedagem tem tudo para dar certo e atrair cada vez mais turistas para Goiânia. Agora quando algum amigo quiser sugestão de hospedagem por aqui, já sei o que indicar 😉

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Hostel 7 Goiânia
Av. T-2, Qd. 107, Lt. 4
(62) 3877-6077
http://www.hostel7.com.br

e no 10º dia ela descansou (ou receita de spaghetti com molho de gorgonzola e brócolis)

♫ Vinícius de Moraes | Samba da Bênção

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Fazia tempo que eu não ficava em Goiânia durante as férias. Ansiosa do jeito que sou, costumo planejar e programar viagens com meses de antecedência, por isso já marco minhas férias para o período mais propício para aquele passeio que quero fazer e geralmente já caio na estrada no primeiro dia de folga, vontando só no último. Apesar de ser a coisa que mais gosto de fazer na vida, viajar cansa e decidi aproveitar essas férias em casa para dar uma relaxada. As coisas, contudo, não saíram bem como planejado, rs.

Essa vida é cheia de surpresas. De repende me vi pegando freelas, agendando reunião, trabalhando em outras coisas e ainda por cima cuidando da minha hóspede especial que veio de Londres meio que em cima da hora e se alojou aqui em casa durante uma semana ❤ Apesar de gostar de toda essa correria, decidi que o último dia de férias seria finalmente e exclusivamente para fazer nada. Coloquei os pés para cima, desliguei o celular, liguei o Netflix e pronto. Minhas férias estavam se encerrando muito bem! O máximo que fiz foi ir para a cozinha, mas para preparar uma receita super rápida e que ajuda a compor o quadro de relaxamento, rs. Nada melhor que macarrão para acalmar a mente.

Ingredientes:
Spaghetti ou outra massa a sua escolha
uma lata de creme de leite
um pedaço médio de gorgonzola
meio punhado de brócolis
uma colher de sopa de manteiga
sal e pimenta

Coloque a massa na água fervente com sal e azeite. Pique o brócolis bem picadinho e refogue na manteiga. Tempere com sal e pimenta e reserve. Na mesma panela, coloque o creme de leite e o gorgonzola bem picadinho também para derreter mais rápido. Mexa em fogo médio até ficar uma mistura homogênea. Acrescente o brócolis, escorra a massa e misture.

Encerrei minhas férias com chave de ouro 🙂

9º dia: praça tamandaré (mais interessante do que parece!)

♫ Di Melo | Kilariô

A Praça Tamandaré, com exceção da época de Natal, em que vira uma atração à parte, é um pouco negligenciada pelos olhares corridos da população. Uma pena, porque é tão linda… As árvores, as flores, os banquinhos nas sombras esperando alguém se aproveitar deles, os estabelecimentos ao redor. Além de ir ao Centro nas manhãs de sábado, outro programa que adoro fazer no dia é descer a pé para a Tamandaré (andar a pé, em uma sociedade acostumada com carros e engarrafamentos, já dá a sensação de férias, descanso… Como gosto de repetir: somos todos pedestres e devemos exercer essa condição ao máximo!). Na praça, vou direto para os Biscoitos Pereira (sempre: pão de queijo, rosquinha húngara e suco de laranja espremido na hora! Nhami!), olho umas revistas na banquinha de jornais, levo meus rolos de filme fotográfico para revelar e ainda compro umas flores no Pão de Açúcar (vira e mexe tem algumas espécies em promoção!).

Para os homens vaidosos, tem a Engraxataria do Vilmar bem ao lado do Biscoitos Pereira. Acho sensacional ver os senhores engraxando sapatos (taí uma função que foi tão desvalorizada com o tempo que quase não se vê mais pela cidade. Mas na Tamandaré tem!). E para fechar com chave de ouro, depois de tanto pão de queijo e rosca, ainda dou uma passada na Frutos do Brasil para refrescar. Os picolés são os melhores DO MUNDO! Onde mais se acha picolé de cagaita? E umbu? E tanta fruta regional deliciosa? Só lá. São tantos sabores que fico até meio tonta para escolher, mas os meus preferidos são (por ordem de preferência):

❤ cagaita (gosto de cerrado!)
❤ jabuticaba
❤ goiaba (tem até um salzinho para jogar em cima!)
❤ gengibre

Nesse calor infernal de inverno que já começou por aqui, um picolé na geladeira de casa pode salvar uma vida.

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P.S.: A música de hoje é em comemoração à programação do Vaca Amarela, divulgada essa semana 😉 Chega logo, setembro!

8º dia: o excêntrico Don Guina

♫ Lobão | Corações psicodélicos

Depois de dar uma pausa nos posts de férias para dar lugar a uma matéria legal que fiz sobre os artistas contemporâneos goianos, volto a relatar minha programação especial de descanso 😉

Quando recebo visitas de fora de Goiânia, existe um lugar que faço questão de levá-las para já causar uma boa impressão: Don Guina (2ª Avenida Radial, 1612, Vila Redenção). Bar mais excêntrico não há. O ambiente é escuro, nos moldes de inferninhos roqueiros que adoro, e a decoração é toda trabalhada nas bugigangas e quinquilharias que Guina, o proprietário motoqueiro, trouxe de suas viagens pelo mundo. Apaixonado por veículos de duas rodas, Guina já percorreu centenas de milhares de quilômetros (isso não é exagero da minha parte) pelo Brasil, América do Sul e chegou até ao México. Pelo caminho, foi recolhendo objetos inusitados, que hoje estão pendurados pelas paredes e teto do estabelecimento. As mesas de azulejo e forros de chita ajudam a compor o lugar. Tudo isso junto dá um ar boêmio latino que é muito legal.

A carta de cervejas especiais é bem interessante, mas há também as opções populares de sempre. Os petiscos são simples e gostosinhos, e a música ambiente, sensacional. Só toca rock, mas dentro do gênero, há de tudo um pouco, desde Pink Floyd a RPM e toda companhia anos 80 da música brasileira. O atendimento é feito pelo próprio Guina, tão excêntrico quanto seu negócio. Não vá esperando o melhor atendimento do mundo (não se pode ter tudo na vida); quem dita às regras é o garçom, no tempo dele, do jeito dele. Chega a ser engraçado. Mas isso não estraga em nada a noite. Continuo sempre levando minhas visitas para lá e o bar continua sempre causando uma boa impressão.

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