para balanço emocional (ou receita de lasanha vegetariana)

♫ Letuce | Cataploft

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Quando o coração aperta e o dia fica nublado lá fora (mesmo que o termômetro beire os 40ºC), nada melhor do que ir para a cozinha e preparar uma lasanha. A culinária italiana tem esse hábito se servir de consolo nos dias mais difíceis. Uma garfada de massa equivale a um abraço apertado e votos de que vai ficar tudo bem. Essa receita é do Caio e virou a minha preferida: lasanha vegetariana. Para os que gostam de carne, não torçam o nariz. Vá com a cabeça aberta e experimente. Aposto que nem vai sentir falta da proteína. Molho bem temperado e bastante queijo é o segredo. Acho que amanhã o dia amanhece melhor.

Ingredientes:

Molho:
1 lata de tomate pelado
1/2 lata de extrato de tomate
azeite
2 dentes de alho
orégano
sal e pimenta

Recheio:
Massa para lasanha
2 berinjelas
2 abobrinhas
mussarela a gosto

Pré-aqueça o forno a 180º. Pique a berinjela e abobrinha em rodelas, tempere com sal e pimenta e reserve. Pique o alho e refogue no azeite. Quando estiver dourando, acrescente o tomate pelado picado com o suco que vem junto e o extrato. Mexa bem e tempere com sal, pimenta e orégano. Está tudo pronto! Agora é só brincar de quebra-cabeça e montar a lasanha do jeito que preferir em uma travessa com azeite. Eu gosto de fazer uma camada de massa, depois molho, depois berinjela, molho, queijo, molho, abobrinha, molho, massa, queijo… É importante só colocar molho entre uma camada e outra. De resto, a ordem não é importante. Gosto de terminar com bastante queijo em cima e decorar com orégano. Deixo no forno por meia-hora com papel alumínio e mais 10 minutos sem o papel para dar aquela douradinha final. Se quiser acrescentar uma camada de espinafre ou folha de mostarda, também fica delícia 🙂

Di Melo promete show dançante no Vaca Amarela

♫ Di Melo | A vida em seus métodos diz calma

8(Foto: divulgação)

O Festival Vaca Amarela está demais este ano: Céu, Boogarins, Banda Uó, Carne Doce, Flora Matos e, o imorrível pernambucano, Di Melo. Imorrível é o adjetivo que o próprio cantor se dá e foi usado para batizar o documentário sobre o artista lançado em 2011, que impulsionou seu retorno aos palcos depois de alguns anos afastado. O maior sucesso do pernambucano é seu primeiro disco, de 1975, hoje considerado uma raridade. “Achei esse álbum para vender em Amsterdã por 700 euros! Ele também aparece no fim do clipe do Black Eyed Peas [da música Don’t Stop the Party]”, conta Di por telefone, depois de se atrasar um monte para a entrevista por conta do trânsito paulistano. O atraso foi perdoado depois de mil pedidos de desculpa e diversas juras de amor. “Me apego fácil, mas se pintar marido nervoso eu me desapego também. O seu marido te trata bem? Se não tratar, me fala que te arranco dele!” Foi assim a maior parte da entrevista, rs. O festival começa nesta sexta-feira e vai até domingo. Di se apresenta no sábado e promete um show super dançante, com clássicos do disco de 75 mesclados com novas músicas. “Tenho mais de 400 músicas inéditas! Nunca parei de produzir nesse tempo”, conta o músico.

Até gravar o primeiro álbum, Di comeu o pão que o diabo amassou. Ainda em Recife, mesmo sabendo que música era tudo que ele gostava de fazer, aceitou um trabalho que o padrinho o arrumou em uma oficina. Mas como “proprietário de uma ânsia de viver”, não durou muito no serviço e logo saiu para se aventurar pela Rádio Capibaribe, de Recife. “Tudo que é arte me conquista, sou apegado. Faria tudo de novo”, diz, mesmo que todas as dificuldades. “Teve um momento que cheguei a me desinteressar. Estava tocando com o Vando e com o Jair Rodrigues e eles vendiam mais do que banana na feira, mas minha parte da grana era muito pequena. Aí comecei a me boicotar”, revela. Na época, Di morava em São Paulo, mas sentiu falta da praia e da maresia e voltou para trás. Fez bem! Foi no Recife Antigo que encontrou, por acaso, Jorge Ben Jor, que o colocou em contato com Roberto Colossi, ninguém menos que o empresário de figuras como Paulinho da Viola, Chico Buarque, Wilson Simonal e Jô Soares. Não demorou muito para que Di fosse contratado pela gravadora EMI, que lançou seu maior sucesso, o disco de 75.

Kilariô, A vida em seus métodos diz calma, Pernalonga e Se o mundo acabasse em mel são algumas das músicas do famoso álbum que fazem parte da setlist do show de sábado. Uma coisa legal é que Di vem sozinho e vai tocar ao lado de uma banda daqui 🙂 A base é o Dom Casamata com o tecladista do Chimpanzés de Gaveta (Adriano Zago), DJ Daniel de Melo e um naipe de metais. “Meu nome é trabalho e sobrenome é hora extra”, enfatiza Di. Com tanta dedicação assim, acho que vai ser massa! Bora lá?

Festival Vaca Amarela
Dias 12, 13 e 14
Jaó Music Hall
Ingressos: R$ 20/dia ou R$ 45 o passaporte
Programação musical completa:
12/09 (Sexta)

01:00 Céu(SP)
00:00 Boogarins
23:30 Banda Uó
23:00 Shotgun Wives
22:30 Catavento(RS)
22:00 Carne Doce
21:30 Maglore(BA)
21:00 Tonto
20:30 Rios Voadores (DF)
20:00 Bruna Mendez
19:30 Fernando Manso
19:00 Lust For Sexxx
18:30 The Crooked Lines
18:00 Gutto Sansaloni
13/09 – (Sábado)

01:00 Flora Matos
00:00 Overfuzz
23:30 Di Melo, O Imorrível (PE)
23:00 Passarinhos do Cerrado
22:30 Calango Nego
22:00 Far From Alaska (RN)
21:30 Beavers
21:00 The Ander´s
20:30 Hell Oh! (RJ)
20:00 Boca Seca
19:30 Bang bang Babies
19:00 Mad Matters
18:30 Oblongs (Trindade)
18:00 Caffeine Lullabies
17:30 The Galo Power
17:00 Tati Ribeiro
16:30 La Morsa (Anápolis)
16:00 Components
14/09 – Domingo

23:00 Criolo(SP)
22:30 Kamura
22:00 MUGO
21:30 Aurora Rules
21:00 Haikaiss(SP)
20:30 Dogman
20:00 Faroeste
19:30 Patrick Horla
19:00 Girlie Hell
18:30 Monster Coyote(RN)
18:00 Cherry Devil
17:30 Sã Consciencia
17:00 Entre os dentes
16:30 Impeto
16:00 OFF 1984
15:30 Distorce
15:00 Volúpia de Baco

e no meio do oeste, havia um alemão

♫ Jack White | The black bat licorice

Esse é para quem gosta de cervejas especiais! Ou comida alemã ou um lugar romântico ou um lugar descolado ou um lugar para jogar futebol de mesa ou tudo isso ao mesmo tempo, rs. Edelweiss Café & Bar (Rua R-2, 78, St. Oeste), por incrível que pareça, consegue reunir tudo isso em seu ambiente pequeno, com mesas à luz de vela na calçada e música que varia da tradicional alemã aos lançamentos do rock alternativo. O fato de funcionar como café a partir das 16 horas, mas também ter uma farta variedade de cervejas especiais e micro-cervejarias, já dá uma pista da perfil eclético do local.

O negócio é familiar. Segundo o proprietário Guilherme Wohlgemuth, a ideia de abrir o Edelweiss veio da vontade de honrar a memória dos avós Wilhelm e Vilma, austríaco e alemã, respectivamente, que vieram para Goiânia na década de 1950 para trabalhar com construção. A culinária era um momento de relaxar e curtir amigos e parentes. “Como na época não tinha muita coisa por aqui, eles íam com frequência para São Paulo, de Kombi, comprar ingredientes. Voltavam para casa com os melhores queijos, licores, chocolates… A casa vivia cheia de visitas que iam só para comer!”, conta Guilherme. A mãe, Wilma “com W”, morou anos em Natal (RN) e, por isso, vários sabores de tapioca dividem o cardápio com os defumados da casa (o grande destaque). Spitze! 😉

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