programão: cine drive-in

♫ Cordel do Fogo Encantado | O amor é filme

cine drive-in

Recebi um convite inusitado para um sábado à noite esses dias: “Bora pro Cine Drive-in?” E eu, que estava esperando a vida me trazer uma surpresinha para o dia, aceitei o presente e fui, toda animada com oportunidade. Até o momento, eu era virgem de Drive-in, confesso. Estava um pouco nervosa, ansiosa… mas já tinha visto na televisão como era e me deixei levar pelo ritmo lento das coisas. A noite estava bonita, o parceiro era legal (amigo já de alguns anos, alguém que eu confiava), fomos devagar, respeitando o tempo de cada um (o nosso e o do cinema, no caso). Quando mal esperei, aquela sensação boa me invadiu e, de repente, fiquei apaixonada. Não quero mais saber de nenhum outro cinema. Só tenho olhos para o Drive-in ❤

O lance é que toda a atmosfera do lugar te envolve de tal forma que não tem como não se render aos encantos dele. Parece que, logo que se chega à entrada, se atravessa um portal que te transporta para um filme americano dos anos 80. “Você pode desligar o farol?”, pergunta o atendente. Ele cobra sua entrada e te dá um cardápio que, além de sanduíches e batata frita, tem cerveja! Cerveja no cinema! Fala sério… Só amor.

Adoro muito cinema. Desde pequena costumo acompanhar meus pais em sessões diversas, tanto em casa quanto em salas comerciais. Cresci vendo e imitando as travestis de Almodóvar (e como diz meu pai, por isso que me tornei essa menina saudável, engajada nas boas causas… hahaha); cresci frequentando mostras independentes, vendo filmes pesados (alô, Saló!) e comedinhas hollywoodianas também (ninguém é de ferro, rs). Na minha adolescência em Goiânia, rolava uma mostra muito legal chamada 8 pras 11 (oi, Hélio Neiva!), que começava a exatos 8 minutos para às 11h da noite e varava a madrugada com uns filmes difíceis de alugar por aí (na época, download era para poucos, rs). Essa mostra e outras que rolavam no Cine Ouro (cineminha pequeno do Centrão) moldaram meu caráter (que perigo!). Devo muito de quem eu sou hoje ao cinema ❤

Maaass… De uns tempos para cá, ando desgostosa de ir ao cinema. É sempre barulhento, cheio de pessoas que deixam o celular tocar nas horas inapropriadas, o espaço é pequeno (tenho 1,78m de altura. Preciso de espaço para as pernas!). Daí que ir ao Cine Drive-in me abriu todo um universo novo. Primeiro que, como cada um fica no seu carro, há uma privacidade sensacional! Você não escuta a conversa alheia e pode conversar à vontade sem se preocupar com o coleguinha do lado. Você regula a cadeira do carro do jeito que quiser e o áudio, que era uma dúvida minha com relação ao drive-in, é feito via rádio. Você tem que sintonizar na frequência deles lá e pronto! Som que você regula o volume 🙂 Muita qualidade de vida. Aí vem o plus… Tem lanchonete e garçom, que te atende quando você liga o farolete do carro, hahaha. O pedido chega na bandejinha, igual aos filmes americanos (só faltou o garçom atender de patins). E vamos só relembrar que tem cerveja! Sensacional.

E para quem ainda não assistiu ao filme da Anna Muylaert, Que horas ela volta?, com a Regina Cazé e a Camila Márdila, CORRÃO que ainda está em cartaz no Drive-in 🙂 A produção é muito foda (não vou ser spoiler. Só confia e vai lá ver) e está fazendo o maior sucesso aqui e lá fora. Os pais do meu padrasto, que moram no interior do interior da Suíça, assistiram o filme lá antes mesmo de chegar ao Brasil e ficaram encantados. Falaram bem, fizeram propaganda… Não pode ficar sem ver. Ganhou prêmio em Sundance e em Berlim. É cheio de discussões de classe na contemporaneidade, sem perder a questão humanista e afetiva. É tudo o que digo. Ó o trailer:

Bom filme! 🙂

Colá lá!
Cine Drive-in
Área Especial do Autódromo – Centro Desportivo Presidente Médice – Asa Norte
Ingressos:
De 2ª a 5ª – R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
De 6ª a domingo e feriados – R$ 22 (inteira) e R$ 11 (meia)

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